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Cerveja e cigarro deviam ser vendidos juntos, diz fumante

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A combinação cerveja e cigarro é tão prazerosa que um deveria vir acompanhado do outro. Essa é a sugestão do auxiliar de vendas Paulo Roberto Fernandes, 40 anos, que fuma desde os 17 anos.

Outra combinação perfeita, segundo ele, é com café. “Tomar um café e fumar um cigarro é uma das coisas mais gostosas que existe”, afirma ele, que já tentou parar de fumar por três vezes, mas sem sucesso. O máximo que ele conseguiu foi ficar 60 dias sem nenhuma tragada.

Com tantas combinações saborosas, deixar o cigarro de lado realmente não é nada fácil. Além do prazer de uma tragada acompanhada de um gole de cerveja ou café, o cigarro é o “companheiro” nos momentos de angústia. “Quando estou nervoso, eu fumo mais, porque o cigarro me tranqüiliza”, alega Fernandes.

Apesar de tudo isso, ele diz que tem vontade de parar. “Não sei quando vai ser, mas um dia eu paro”, prevê. Quando nasceu seu primeiro filho, há dois anos, Fernandes falou para os amigos que iria parar de fumar. Já até nasceu o segundo filho e até agora, nada. Mas já houve um progresso. “Parei de fumar dentro de casa.”

A agente cultural Jaqueline Andrade, 43 anos, concorda com Fernandes. Tomar cerveja acompanhada de um cigarro dá um prazer que não tem tamanho. Depois de passar 20 anos fumando diariamente, ela conseguiu controlar o vício e agora só fuma ocasionalmente. Justamente quando está tomando uma “cervejinha”. Aí não tem jeito, por enquanto.

Vaidosa como toda mulher, Jaqueline diz se incomodar com o cheiro do cigarro. “Ele fica impregnado no cabelo, na roupa e realmente incomoda”, afirma ela. Agora, com o vício “controlado”, Jaqueline diz que é possível ficar cheirosa o dia todo. “Os benefícios para quem não fuma são muito maiores”, declara.

Quem também está a fim de parar, mas até agora não conseguiu, é a agente cultural Cris Jardim, 41 anos. Desde o ano passado, ela freqüenta academia, algo que nunca havia feito antes. Segundo ela, isso já faz parte de seu projeto para parar de fumar. “Eu gostaria de parar de uma vez, mas acho que só vou conseguir se for aos poucos”, acredita. Segundo ela, medicamentos não resolvem. “É preciso força de vontade.”

Há oito anos, Cris conseguiu sua maior façanha que foi ficar dois anos sem pôr nenhum cigarro na boca. Depois disso, achou que estava livre do vício. Voltou a fumar um aqui, outro ali, até se dar conta de que estava de novo presa ao cigarro. Mas ela garante que este ano será o último. “Essa é a meta”, diz ela.

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