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Campeonato Paulista: São Paulo vence clássico e se classifica

Folhapress
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São Paulo - A escalação denunciava a importância que cada time dava para o resultado do clássico. O Palmeiras, embalado pelo sonho de, em campo, voltar a vencer um título para animar ainda mais a auto-estima palmeirense, inflada pelo reconhecimento da Copa Rio de 1951 como Mundial. O São Paulo, com oito reservas, respirava a Libertadores antes e logo depois do confronto.

Mas não bastou os palmeirenses terem vontade maior. O resultado, no fim, ficou a favor de quem mais desdenhou do duelo. Os são-paulinos saíram de campo com os pés garantidos na fase semifinal e ainda empurraram os arqui-rivais para fora da zona de classificação ao mata-mata estadual.

Foi assim que o time do Morumbi deu as boas-vindas ao Palmeiras no clube dos campeões mundiais: com um 3 a 1 que deixou a equipe do Parque Antártica alijada de depender só de seus resultados nas últimas duas rodadas do Paulista para seguir na luta pelo título. A derrota de ontem fez o Palmeiras cair da terceira para a quinta posição na tabela.

Desta vez não bastou para os palmeirenses a presença em campo de Valdívia e Edmundo. Ao contrário do que ocorria com freqüência nos últimos jogos em que estiveram juntos, o rendimento da dupla ontem ficou aquém das esperanças que a torcida lhes depositava. O chileno parou no cansaço, talvez causado pela viagem de volta ao Brasil, depois de duas partidas defendendo a seleção de seu país.

Já o veterano atacante acabou por provar que, de fato como prega o técnico Caio Júnior, não é capaz de ser exigido em várias partidas consecutivas e ainda manter o nível das últimas atuações. Nível que até parecia que se repetiria no clássico. Edmundo não deixou de cumprir a rotina que a temporada de 2007 lhe trouxe: marcou o seu gol, de pênalti - o 11º dele no Estadual.

Antes disso, o placar já fora aberto. Com cinco minutos de jogo, Borges havia colocado o São Paulo em vantagem. Mas, como Edmundo, Rogério também pôs a bola na rede em cobrança de pênalti, após desperdiçar as últimas duas que tivera chance de bater.

As duas penalidades, além de terem sido batidas pelos dois principais ídolos em campo, tiveram outra semelhança: ambas foram polêmicas. A favorável ao Palmeiras aconteceu depois de um carrinho do zagueiro Breno para travar uma bola nos pés de Osmar, que se jogou. A que deu ao São Paulo o direito de fazer seu segundo gol nasceu de um empurra-empurra entre Dininho e Alex Silva. O árbitro Wilson Luis Seneme entendeu que apenas o zagueiro palmeirense cometera infração.

No segundo tempo, ciente de que uma derrota tiraria de suas mãos, o Palmeiras se atirou ao ataque. E deu o contragolpe para os são-paulinos. Richarlyson, atuando como volante, era quem puxava o time do Morumbi para a frente. E coube a ele dar fim às pretensões palmeirenses no clássico. Com um belo chute no ângulo de Diego Cavalieri, de fora da área, ele definiu o 3 a 1.

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