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Febeapá


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Stanislau Ponte Preta resumiu certa vez numa frase o que ele pensava a respeito das declarações dos políticos brasileiros e de alguns “ilustres pensadores” usando a expressão Febeapá (Festival de besteiras que assola o País).

Passados tantos anos, o festival continua.

Senão, vejamos:

1 - Ministro do governo Lula: “O apagão aéreo não existe. O que existe são erros passados do governo anterior que não tomou providências.”

Esta é a melhor forma de se esquivar do problema sem propor nada de concreto para solucioná-lo.

2 - Ministro do governo Lula (2): “Não tenho idéia de quando este problema irá ser resolvido. Só Deus sabe.”

Ora, se o próprio Lula muitas vezes já declarou que nada sabe, o que fazer? Em um país sério este ministro já estaria desempregado.

3 - Ministro do governo Lula (3) - Marta Suplicy: “O apagão aéreo prejudica a imagem do País no exterior.”

A deslumbrada continua a mesma. O apagão prejudica, sim, milhares de pessoas que dependem do avião para se locomover e cumprir seus compromissos profissionais.

4 - Presidente Lula: “Os usineiros são atualmente os grandes heróis nacionais.”

Os heróis de hoje, já foram os grandes vilões na época em que o presidente Lula se sentia acuado pela força que os usineiros tinham e que até hoje têm.

5 - BBB - Festival de sacanagem nacional. Seus participantes são os heróis do apresentador Bial.

Sem comentários. Se um bando de homens e mulheres vivem se digladiando pelo prêmio de um milhão de reais são considerados heróis pelo apresentador, os verdadeiros heróis nacionais (policiais militares, bombeiros, trabalhadores que vivem com um salário mínimo, médicos que trabalham no serviço público, etc.) devem sentir uma vergonha sem par.

6 - IBGE - Mudamos a forma de calcular o PIB; incluímos todos os trabalhadores informais e verificamos que o Brasil cresceu muito mais do que tínhamos imaginado, principalmente durante o atual governo.

Esta é demais. Mudar a metodologia, incluindo valores que são tão difíceis de serem aferidos representa uma forma de maquiar dados e dar uma idéia de que tudo está às mil maravilhas.

7 - Complete esta lista com o que você já ouviu de besteira nos últimos dias.

Diante de tantos absurdos, como nós, pobres mortais nos sentimos ao ver que vivemos em um país onde pessoas (principalmente crianças) são vítimas de balas perdidas, que a estrutura de ensino está um caos, que o acesso à saúde básica é privilégio de uma parcela ínfima da população e que os políticos só pensam em aumentar seus salários e suas vantagens pessoais?

Nos sentimos perdidos, desolados, e principalmente revoltados com esta situação inusitada.

Não vejo nenhuma perspectiva de mudanças para melhor no futuro próximo. Temos uma melhoria na renda per capita provocada pela ajuda do governo através dos planos sociais, ou seja, mais de 10 milhões de famílias ganham sem trabalhar. Até quando os que trabalham e pagam impostos vão agüentar, não sei. Só nos resta rezar.

Última notícia: o governo quer instituir a caderneta de poupança para o aluno pobre. O projeto prevê para cada criança cadastrada no programa social do governo o depósito mensal de R$ 15,00 até que o mesmo se forme. A idéia será ótima se o custo deste projeto saísse do bolso dos políticos que tiveram um polpudo aumento e não do bolso do povo, pois são os trabalhadores formais que arcam com as idéias mirabolantes do atual governo.

Eurides Monteiro da Silva - coronel da reserva da Polícia Militar; economista e ex-diretor da Faculdade de Economia da ITE

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