Política

Grupo Pró-Bauru se opõe à contratação do 3º assessor

Por Marcelo de Souza | Com Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Representantes do Grupo Pró-Bauru (Ralph Ribeiro Júnior e Benedito Luiz da Silva) estiveram ontem na Câmara Municipal para entregar um carta propondo aos vereadores que reflitam sobre a real necessidade de contratar um terceiro assessor e sobre os valores que serão gastos com essas contratações. O objetivo do grupo é fazer com que os parlamentares tenham em mente que o dinheiro que seria gasto com mais um assessor poderá ser empregado para outras atividades.

De acordo com o coordenador do GPB e diretor da Regional Bauru do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), Ralph Ribeiro Júnior, não se trata de um manifesto, mas de evitar o impacto negativo de contratar mais um assessor. “Se os 15 vereadores contratarem o terceiro assessor, teremos um gasto extra de R$ 600 mil, um valor realmente expressivo. O Grupo Pró-Bauru, que tem como foco o desenvolvimento da cidade, entende que neste momento essa verba deveria ser usada em atividades que favoreçam o desenvolvimento municipal”, disse.

Até o momento apenas dois vereadores contrataram o terceiro assessor, Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB) e Salvador Afonso (PDT). Mesmo assim, os integrantes do GPB entendem que é necessário fazer com que os vereadores reflitam sobre os gastos. “Com o dinheiro que será economizado dá para comprar três novos caminhões de lixo, contratar, por um ano, perto de 60 lixeiros, ou ainda, comprar 3.327 cestas básicas para atender as famílias que se encontram em risco alimentar”, comentou.

Na carta, entregue ao presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), o Pró-Bauru destaca que o impacto será muito mais positivo se o dinheiro for utilizado para outros fins, do que se utilizado com a contratação de mais assessores parlamentares, em que pesem as declarações de vários vereadores de que essas contratações também atenderão aos munícipes.

“Não questionamos a legalidade de tal ato, porém, sabedores da escassez de recursos disponíveis e das imensas dificuldades que o município tem em atender às necessidades mais prementes da sociedade, gostaríamos de propor uma reflexão sobre o impacto desses gastos nas contas municipais, pois esta é uma verba proveniente de repasse do Executivo que poderia ser utilizada para inúmeras outras finalidades”, disse a carta.

Vereadores

O vereador Primo Mangialardo (PV) elogiou a iniciativa do grupo e considera que ela devia ser seguida por outros segmentos. “Toda a sociedade civil e segmentos organizados deveriam se manifestar da maneira como o Pró-Bauru fez, manifestando de verdade e colocando no papel. Alguns segmentos falam uma coisa em um canto da cidade e em outro canto falam coisas diferentes”, ressaltou.

Além disso, o parlamentar verde considera que a Câmara, atualmente, não tem estrutura para manter o terceiro assessor. “Da forma como é a lei hoje, todo mundo sabe que a Câmara não tem estrutura nem para quem está hoje lá e ainda insistem nisso. Por isso, o vereador Paulo Madureira se comprometeu a estudar essa lei e alterá-la”, enfatizou.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), salientou que está estudando pequenas adequações na legislação do terceiro assessor. “Mas nada que irá modificar profundamente, pois a lei atual já é bem específica”, sustentou.

Já o tucano João Parreira (PSDB) destacou ser contra a contratação do terceiro assessor. “Não vou contratar o terceiro assessor, mas isso tem de ser uma decisão individualizada dos vereadores. Cada um tem de verificar o momento que a cidade passa, e estamos vivendo uma situação extremamente difícil. Por isso, não acho que seja o momento de se contratá-los”, concluiu.

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