Economia & Negócios

Filé de peixe e bacalhau lideram vendas

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

O bauruense já está garantindo o peixe do almoço da Sexta-feira Santa. Os supermercadistas, que consideram este período como o Natal dos pescados, já registram aumento nas vendas, embora o pagamento do mês da maioria dos trabalhadores só seja liberado na próxima quinta-feira.

Entre as preferências dos consumidores estão os filés de peixe e o tradicional bacalhau. Apesar de serem pescados nobres, as tabelas dos supermercados demonstram que o consumidor não terá de desembolsar mais dinheiro neste ano. Em relação a 2006, não houve oscilação de preço, garantem os varejistas.

“O filé de merluza e a sardinha estão vendendo muito. E o principal motivo desse resultado é o preço estável”, comenta Donato Avelino da Silva, gerente-geral de um supermercado no Jardim Ferraz, em Bauru.

De acordo com ele, a loja lançou uma campanha para aumentar ainda mais as vendas. Alguns peixes tiveram até 40% de desconto. É o caso, por exemplo, da sardinha, que passou de R$ 4,00 para R$ 2,99 o quilo. O filé de merluza também entrou na estratégia. O quilo caiu de R$ 10,00 para R$ 7,99.

Os reflexos da Páscoa, associados à campanha têm sido tão satisfatórios que motivaram o supermercado a contratar dois funcionários temporários. “Nosso movimento no varejo de peixe aumentou seis vezes em comparação aos outros meses do ano. A expectativa é superar em 10% o volume de vendas do ano passado”, acrescenta o gerente.

Os balcões de peixes também se transformaram em pontos de fila nas lojas de uma rede supermercadista de Bauru. O comprador da empresa, Fernando César Xavier Alves diz que o movimento vem aumentando substancialmente desde a semana passada. Filés de merluza e pescada, além dos tão cobiçados bacalhaus, estão entre os pescados preferidos.

Acredito que a partir de hoje as vendas melhorem ainda mais. Muita gente, que estava esperando entrar um dinheiro para fazer a compra, começa a receber o salário nesta terça-feira”, avalia Alves.

A rede já programa uma promoção para intensificar ainda mais as vendas. “O consumidor terá muitas opções de preços. Nosso objetivo é superar os resultados da Páscoa passada”, acrescenta o comprador, que também aposta nos tradicionais ovos de Páscoa.

“As vendas foram muito boas no último final de semana. A linha infantil foi muito procurada. Nossa previsão é de vender muito chocolate”. Até o próximo domingo, Alves acredita que será possível ampliar as vendas sobre a Páscoa passada.

Lombo

Peixes exóticos e não muito comuns na mesa dos brasileiros também têm conquistado a preferência dos consumidores. Numa peixaria de Bauru, localizada no Altos da Cidade, o lombo de filhote lidera a lista dos pescados mais vendidos.

O peixe é nativo do rio Araguaia, no Amazonas, e pode chegar a pesar até 70 quilos. Acima desse peso, é denominado piraíba. Considerado peixe nobre, o filé de filhote é comercializado a R$ 16,80.

“Trata-se de um peixe que fica bom assado, ensopado ou frito. É recomendável para todos os gostos”, ressalta Maria Lúcia Pasquarelli, dona da peixaria.

Segundo ela, o pacu sem espinho, que é vendido a R$ 17,80 o quilo, e o bacalhau fresco são os pescados mais procurados depois do peixe amazonense.

“Em relação ao ano passado, não houve alteração de preço. Apenas o filé de salmão subiu. De R$ 29,80 passou para R$ 31,90”, informa Pasquarelli.

De acordo com a empresária, a expectativa é vender 20% a mais de peixes neste ano em comparação a 2006. “Acho que o catolicismo está incentivando mais essa prática neste ano. Além disso, o movimento também cresce porque tem pessoas que comem peixe só nesta época”, avalia.

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Almoço garantido

A assistente social Inês Bartalotti Furlanetto já comprou o bacalhau para o almoço da Sexta-feira Santa. Ela gastou R$ 80,00 em pouco mais de um quilo de bacalhau do Porto. “Já é tradição em casa a gente comer bacalhau na Páscoa. Sempre fazemos uma forcinha para não deixar faltar na mesa nesta época”, comenta a assistente social.

Furlanetto acredita que, apesar do valor elevado, não houve acréscimo do preço do pescado. “Foi mais ou menos a mesma quantia que paguei em 2006”, completa.

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