Polícia

Encanador acusa policiais de tortura

Da Redação
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O encanador André Araújo Costa, 37 anos, afirma, em denúncia veiculada na noite de ontem na TV Tem, ter sido torturado por policiais civis durante um suposto interrogatório que teria acontecido nas instalações do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-4), na Bela Vista, em Bauru. A Corregedoria Geral da Polícia Civil em Bauru instaurou um inquérito para apurar as acusações.

Segundo Costa disse em entrevista à reportagem da TV, ele teria sido chamado por dois homens para realizar um serviço e, quando chegou no local combinado, foi abordado por indivíduos que vieram em outro carro. Todos, de acordo com o encanador, teriam se identificado como investigadores de polícia.

Algemado e com um capuz, ele diz ter ido para o prédio do Deinter, onde teria sido sufocado, surrado, humilhado e levado choques elétricos enquanto era questionado por um crime que desconhecia. “Eu, sem saber o que estava acontecendo ali, estava apanhando”, denuncia Costa - que não tem passagem pela polícia - na reportagem.

Na televisão, o encanador aparece com o corpo marcado por hematomas e pequenos ferimentos no rosto além de aparentar dificuldade para se movimentar devido às supostas agressões, que teriam durado quatro horas. Ele afirma ainda que poderia identificar seus torturadores até pela voz.

De acordo com a reportagem da TV Tem, a polícia não nega que o encanador esteve nas dependências do Deinter, mas não se manifesta sobre as acusações de tortura. O Jornal da Cidade tentou ouvir o diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, ontem à noite, mas ele afirmou que só daria declarações sobre o caso hoje.

À reportagem da TV, Annibal afirmou que a polícia investiga se Costa tem algum envolvimento com uma quadrilha de seqüestradores pelo fato do encanador, segundo o diretor, ter afiançado a locação de uma chácara para o principal procurado por seqüestros no Estado de São Paulo.

O diretor do Deinter não comenta a acusação de agressão, limitando-se a dizer que solicitou à Corregedoria “rigor e rapidez na apuração”. Segundo a reportagem, o diretor da Corregedoria, Ciro Bonilha, afirmou que o processo deve correr em segredo de Justiça.

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