São Paulo - Em nota divulgada ontem, a Força Sindical pede a demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, após a paralisação dos controladores de tráfego aéreo, ocorrida na noite da última sexta-feira, e que, por aproximadamente cinco horas, praticamente parou o espaço aéreo brasileiro.
“A situação do ministro da Defesa, Waldir Pires, ficou insustentável após o colapso aéreo dos últimos dias. O caos aéreo, resultado da incompetência administrativa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), causou danos irreparáveis para milhares de brasileiros e prejudicou a imagem do País no Exterior”, diz a nota, assinada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical.
A paralisação afetou os 67 aeroportos administrados pela Infraero, de acordo com a própria empresa. A Anac estima que 18 mil pessoas tiveram os embarques prejudicados na ocasião da paralisação. “Precisamos de uma solução urgente. Merece consideração a atitude do governo federal de propor um acordo com os controladores de vôo. Estes trabalhadores estão com os salários defasados, têm uma jornada exaustiva e estão sem um plano de carreira”, afirma a nota.
A Comissão Executiva Estadual do PSDB de São Paulo também divulgou uma nota condenando “o apagão do governo Lula na condução da crise aérea”. “O Brasil tem vivido, desde a tragédia da queda do avião da Gol, um profundo descontrole e uma gravíssima inércia e omissão do governo Lula, gerando prolongada crise no setor aéreo brasileiro, que se estende sem solução por seis meses.”
Segundo a nota dos tucanos, o presidente Lula parece estar de “braços cruzados diante de uma crise sem precedentes na história da aviação”. A nota do PSDB também destaca as “manobras do governo Lula, que tentou impedir a instalação da CPI do Apagão.