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Chuva destelha hangares e fere dois

Por Fábio Grellet | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A chuva que atingiu a Capital ontem à tarde durou pouco mais de meia hora, mas a ventania foi tão forte - segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegou a 90 km/h - que causou muitos estragos, especialmente na zona sul da cidade.

Às 16h, o teto de quatro hangares do aeroporto de Congonhas (zona sul) - uma imensa estrutura metálica - foi levado pelo vento, se despedaçou e caiu sobre casas da avenida Jurandir e de outras ruas vizinhas. Duas pessoas - entre elas um pedreiro que trabalhava numa casa atingida - tiveram ferimentos, sem gravidade. “Quando ouvi o barulho, pensei que um avião tivesse caído”, afirmou a professora Jéssica Viegas, 28 anos, vizinha do aeroporto. Sua casa não foi atingida, mas cinco casas do mesmo quarteirão tiveram estragos.

Num dos hangares destelhados, o vento jogou sete aeronaves particulares - cinco helicópteros e dois aviões - umas contra as outras. O aeroporto ficou fechado das 16h03 às 16h40 por conta da chuva - de granizo. Isso gerou um atraso em cadeia: às 19h30, estavam partindo vôos programados para as 16h. Também houve falta de luz, que obrigou funcionários das companhias aéreas a emitir manualmente os cartões de embarque. Todas as lojas do aeroporto foram fechadas e uma das entradas foi invadida pela água da chuva.

O Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou a ocorrência de 388 raios na região de Congonhas, entre 15h16 e 16h32.

Duas linhas de transmissão de energia situadas na zona sul da cidade foram atingidas por raios e deixaram de funcionar. Isso causou a queda de energia em vários bairros da zona sul e em Higienópolis, na região central. Além dos raios, os fios foram atingidos por pedaços de telhado e galhos de árvore. Em toda a cidade, 195.320 imóveis ficaram sem energia. Os semáforos também foram atingidos pela falta de energia e deixaram de funcionar, complicando o trânsito.

Às 19h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 113 quilômetros de congestionamentos - a média para o horário é de 108 quilômetros. A falta de energia prejudicou também o serviço 156, telefone de informações da prefeitura, cujo atendimento ainda não havia sido regularizado às 19h de ontem.

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