Regional

Homem rapta criança de 3 anos e é preso por atentado violento ao pudor

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O pintor José Aparecido de Lima, 41 anos, foi preso ontem acusado de atentado violento ao pudor contra uma criança de 3 anos em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Exame de corpo de delito confirmou que não houve o estupro. Mas Lima foi flagrado por policiais militares nu sobre a sua cama com a menina ao lado, também despida.

“Possivelmente, ele estava se masturbando e mexendo na genitália da menina”, detalha a delegada Rose Mary Ribeiro Dias, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

O crime ocorrido no bairro São Luís chamou a atenção pela maneira como a menina foi parar na residência do acusado. Ele mora ao lado da vítima. A delegada explica que, na madrugada, Lima teria entrado na moradia vizinha e raptado a criança. Ele tirou a menina da cama sem que a mãe e os irmãos notassem nada e a levou para sua casa.

Segundo Dias, em seu relato, a mãe da menina explicou que amamentou a filha, por volta da 2h, e a colocou de volta na cama. Também contou que não ouviu nada durante a madrugada e só notou a falta da criança por volta das 6h de ontem.

Dias comentou ainda que as moradias do bairro são simples e que a porta da casa da vítima não fecha direito, o que facilitou a ação criminosa de Lima. Conforme a delegada, a criança relata que a mãe não viu o momento em que o acusado a retirou de casa.

A responsável pela menina percebeu que a filha estava na casa ao lado porque o acusado deixou os chinelos em sua residência. Segundo relatos da mãe, Lima já teria assediado a menina em outra oportunidade, porém a família não deu queixa à polícia.

Ele foi preso em flagrante acusado de atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal) e, se condenado, pode pegar uma pena de reclusão que varia de 6 a 10 anos.

A delegada lembra ainda que o crime é considerado hediondo, com o agravante do cumprimento da pena ser integral em regime fechado. O acusado foi levado para a Cadeia Pública de Conchas, onde aguardará as medidas judiciais.

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