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“Eu sei que o meu Redentor vive!”


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A chamada Semana Santa nos trás à memória fatos de várias datas na história. Até mesmo de bem antes da vinda de Jesus - o Redentor prometido desde o início da história do homem, para que fosse o “Único caminho” de volta para o Pai, o Deus Criador. A providência nos remete à vida de Jó, um pecuarista de sucesso, um ricaço com grande família, um visionário cristão, um sofredor que superou a pior crise que um homem pode passar: perder tudo - gado, empregados, patrimônio, filhos, saúde -, e, numa crise que culmina com o desprezo da mulher, que lhe diz: “Amaldiçoa teu Deus e morre!”

Neste feriado prolongado, sugiro que o leitor leia o livro de Jô, o 18º livro do Velho Testamento, logo antes dos Salmos. É uma história fantástica que nos ajuda a conhecer a natureza humana, nos apresenta fraternal família abençoada pela intercessão pelos filhos nas madrugadas, os amigos filósofos e sua ousadia em discutir a respeito de Deus apenas com o intelecto e os preconceitos humanos na hora de crise do amigo, a milagrosa recuperação de tudo que Jô possuía antes, e outros detalhes curiosos e úteis.

Bem, qual a ligação de uma história tão antiga com 6ª.feira da paixão, sábado de aleluia, e, de importância fundamental para o cristianismo, o domingo da Ressurreição? Com muita antecedência, Jó - um servo do Deus Altíssimo - esperava a vinda gloriosa de Jesus Cristo - o Redentor! Daí que, em meio à total miséria de vida, ele brada com fé: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra!” (Jô 29.15?). Jó, um modelo cristão, comprovado pelos versículos 1 e 8 do capítulo 1 do livro de mesmo nome. Vemos que no primeiro versículo, a história relata as características espirituais de Jó; já o versículo 8 se reveste de um valor inestimável, pois é o próprio Deus Criador que afirma a respeito de Jó: “... homem íntegro, reto, temente a Deus, e que se desviava do mal”. Quanto nos falta destas virtudes hoje!

Mas o Redentor vive! Jesus Cristo, o Salvador prometido desde o início da história humana, é o Redentor que, como Único Caminho, permite ao homem retornar ao Deus Pai Criador. E neste domingo, os fatos históricos daquele final de semana tão especial, devem ser relembrados. E relembrados na seqüência completa que culminou não com a parte mais dolorosa - o sofrimento e a morte - mas culminou no domingo com sua vitória sobre a morte; Ele ressuscitou! Venceu a morte! O Redentor vive! Alegria! Toda a vontade de Deus se cumpre no Filho Amado!

A esperança e a certeza que teve Jó, centenas de anos antes do nascimento, da vida humana, da morte e da ressureição de Jesus, nos desafia a conhecer melhor a história bíblica. Ao longo de um cenário grandioso, a vontade de Deus se cumprirá! Todas as promessas já cumpridas nos dão essa segurança. Desde Gênesis 3.15 - primeira promessa de um Redentor - passando pela vida de homens destacados como Noé, Abraão, Isaque, Jacó, os Profetas, os Apóstolos, tudo confirma que o Cristo-Redentor veio, morreu mas vive, e que “se levantou sobre a terra!”. Um dos hinos mais preciosos ao cristianismo reformado fala: “Bendita a fé de nossos pais!” E Jó, como um dos nossos pais da fé, afirmava em meio ao seu sofrimento a verdade bíblica que podemos repetir, salvos pelo sangue de Cristo: “Eu sei que o meu Redentor vive!”

O autor, Antonio Gerson de Araújo, é presbítero da IPB Aliança-Bauru e articulista do Opinião - e-mail: antger@uol.com.br

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