Sobre médicos, fundos mútuos e ética
Consultando o site do Conselho Regional de Medicina pude ler a reprodução da matéria publicada no JC do dia 02/04/2007 que proíbe a figuração de médicos em catálogos de descontos de Fundos Mútuos. Percebi que a decisão daquele órgão foi apenas local. Eles conseguiram introduzir a ética deles em nosso ... cotidiano.
Mas quem cuidará da ética quando ligarmos para os consultórios fazendo cotação e pechinchando preços ? Confesso que já fiz isso e me dei bem.
A brecha está aberta.
Formação de truste não pode, certo ?
Suspeito que os verdadeiros beneficiados daquele discurso velado sobre ética logo, logo aparecerão para nos salvar da desassistência em que nos deixaram.
Plínio Lopes Júnior - RG 10485312
A liberdade privada
A liberdade de expressão é mais uma das ideologias pregadas pelo poder autodenominado democrático, pois pode ser enquadrada dentro dos limites éticos e morais de uma sociedade. É notória a importância dos direitos e deveres dos cidadãos, assim como a conscientização da sua função na construção de um ambiente com bons costumes.
Fatos recentes de grandes repercussões mundiais, envolvendo vídeos publicados na internet da morte do famoso líder Saddam Hussein e das imagens da modelo conhecida Daniella Cicarelli com seu namorado numa praia espanhola, eclodiram o antigo debate sobre os limites do poder público e do privado.
Seria direito censurar a imprensa - sendo esta veículo de comunicação e canal para destruir a alienação ou não - por divulgações das imagens de sexo e morte? É legítima a defesa da não-censura tratando-se de um veículo num contexto “democrático”, da mesma forma deve-se lembrar a execução dos preceitos éticos e morais quando ultrapassam-se os limites pessoais de respeito e privação.
Também é inegável a presença dos deveres morais de cada cidadão, principalmente daqueles que usam a mídia como propagação da sua profissão, devendo ter cuidado quanto à sua “liberdade” íntima de exposição pública, a qual torna-se formadora de maus ou bons costumes.
Enjaulados numa sociedade “big brother”, fatos como estes apresentados espelham o caos e a inversão de valores, pois as pessoas perderam a conscientização e o respeito pelos direitos individuais e invadem as intimidades auxiliados pelo avanço da tecnologia, demonstrando a fragilidade vigente no direito à privacidade e à contraditória liberdade de expressão defendida pelos meios comunicativos.
Portanto, a liberdade garantida pelas leis passa por mudanças conceituais e duvidosas na atualidade, já que expor a morte ou relação sexual ao mundo são vistos por um lado como direito de exposição, e, no entanto, por outro, como quebra da privacidade e dignidade, além de esbarrar com as questões éticas e morais necessárias para o bom andamento da sociedade.
Marcella Cardoso Gonçalves - estudante - RG 43.518.655-3
Deus fez o mundo sozinho
Feliz Páscoa a todos, que Deus nos perdoe de todas as nossas falhas e continue nos abençoando nesta vida louca ...que Deus faça com que políticos como Afonso e Pastor Luis vejam que não é preciso um terceiro assessor, pois Deus fez o mundo em 7 dias e sozinho ... Ano que vem tem eleição e é bom estarmos bem atentos a estas pessoas que não se contentam com dois assessores... Que todos tenham pelo menos um prato de comida para comer e alguém para lhe desejar uma “Feliz Páscoa”.
Maria Inês Faneco - RG 20.928.678
Proposta
Está bem, eu explico. Na carta “É preciso inovar e renovar”, publicada nesta em 25/03/2007, é claramente visível que minha intenção não é discutir a venda ou não da área ocupada pelo Aeroclube. Afinal, eu nem mesmo me posicionei a favor ou contra a manutenção desse privilégio?! Privilégio não, eu prefiro ver o Aeroclube como mais um recurso logístico da cidade.
Se há realmente o interesse em melhorar a infra-estrutura da cidade, repito, vamos começar a levantar os fundos necessários para isso cobrando e punindo àqueles que nos assolam há anos, os devedores de IPTU e ISS. Quanto ao Aeroclube, será que não existem alternativas onde possamos usufruir de seu potencial logístico, histórico, educacional e até turístico, transformando assim o valor imobiliário da área ocupada por ele em um valor agregado muito maior para a cidade? Vender é tão simples, nem precisa pensar, basta anunciar.
Já que estamos falando em mudanças, acredito que a principal mudança necessária no Brasil seja a reforma política. Dessa forma gostaria de colocar um ponto, que a meu ver é fundamental, para que essa reforma seja realmente efetiva. O privilégio da imunidade parlamentar deve ser extinto. Privilégio, sim, já que não vejo onde está o mérito de tê-la como direito. Minha proposta é essa. Provem-me que não a temem.
Danilo Carlos Avante - RG 29.911.357-7