A sexta temporada de “24 Horas” promete. Promete mais sangue, mais bombas, mais torturas e mais mortes do que as temporadas anteriores. O sexto dia começa 20 meses depois do quinto, no qual Jack Bauer (Kiefer Sutherland) foi seqüestrado por chineses, levado para fora do país e esquecido pelo seu governo. Para refrescar a memória do público, a Fox começa hoje, às 22h, uma maratona da quinta temporada, que exibirá os 24 episódios na seqüência, até as 22h de amanhã, quando vai ao ar a pré-estréia - primeiro episódio - da sexta, às 22h.
Nesse intervalo de tempo de quase dois anos, o agente é torturado constantemente pelos seus algozes. Até que uma série de atentados a bomba nos Estados Unidos - que causaram a morte de milhares de civis - faz com que a UCT (Unidade Contra-Terrorismo) se lembre de que Jack Bauer está vivo. Mas ao contrário das outras vezes, o governo não quer que Bauer salve o país, mas sim que ele morra para que a América seja salva. É que o terrorista responsável pelos ataques quer a vida de Bauer como moeda de troca.
Depois de todo este tempo sofrendo nas mãos dos chineses, Bauer concorda. Mas claro que, com ele na jogada, não será tão simples assim. Logo Bauer descobre que o autor dos atentados não é quem a UCT acha que é, encontra o verdadeiro culpado, escapa da morte e... aí começa a temporada. Apesar da expectativa dos fãs brasileiros, o sexto dia não foi a melhor estréia de Jack Bauer nos Estados Unidos - a anterior, até agora imbatível, teve mais de 17 milhões de telespectadores e ganhou cinco prêmios Emmy (espécie de Oscar da TV), entre eles o de melhor série, diretor e ator.
Mesmo assim, “24 Horas” continua com uma média de público de 14 milhões de pessoas por semana. Nada mal para o agente que bate de frente com os superpoderosos de “Heroes”, o atual fenômeno norte-americano. Polêmica Logo após a estréia nos Estados Unidos (foram exibidos, até agora, 16 episódios), surgiu a notícia de que os métodos de tortura usados na série serviam de “inspiração” para os soldados americanos no Iraque.
A polêmica em torno do fato fez com que Sutherland desse palestras nos quartéis para explicar que era tudo “brincadeirinha”. O produtor-executivo da série, Howard Gordon, afirmou que, a partir do episódio 16, não haverá mais tortura. Mas disse que é porque já “perdeu a graça” e se recusou a afirmar que Bauer ficará, digamos assim, mais politicamente correto.