Turismo

Patagônia

Eliane Barbosa*
| Tempo de leitura: 3 min

Viajar para o lugar mais austral do mundo é um sonho mais que possível. As operadoras de turismo e as companhias aéreas facilitam a viagem por entre geleiras, parques e uma fauna exuberante, onde destacam-se condores, guanacos, leões marinhos e graciosos pingüins.

Tudo começa no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), de onde decola o vôo da LAN rumo a Santiago, no Chile. Geralmente, por conta da distância, a recomendação dos guias é de um pernoite na elegante Capital chilena (caso contrário a viagem pode se estender por mais de 12 horas).

Parada estratégica para se conhecer a noite da rua Suécia (um agito só), o charme do Hotel Hyatt Regence ou mesmo partir para um tour gastronômico que inclui salmão e congrio (os peixes mais disputados por lá), acompanhados, claro, dos melhores vinhos chilenos.

No dia seguinte, do Aeroporto Benito Merinez, partem os vôos para o Sul do Chile – mais quatro horas de vôo - com duas a três paradas, dependendo da rota: Concepcion, Puerto Montt e Puerto Varas, até o destino final do aéreo: Punta Arenas, cidade charmosa e de porte médio, de onde a viagem prossegue ou para Puerto Natales, portão de entrada do Parque Nacional Torre del Paine; ou seguindo mais para o Sul, rumo à Terra do Fogo, Ushuaia e a Antartica; ou para a Ilha de Madalena, localizada no Estreito de Magalhães, pertinho de Punta Arenas, onde uma infinidade de pingüins aguardam ansiosos os visitantes.

Uma aventura que refaz a rota seguida por grandes exploradores do passado, como Fernando de Magalhães. A beleza extraordinária das grandes geleiras, as praias lotadas de pingüins e o conforto dos hotéis fazem com que a cada ano um número crescente de turistas procure e se apaixone pela terra do fim do mundo.

Esta é a melhor época para quem quer conhecer a Patagônia, por não estar ainda tão frio, o que facilita o acesso às geleiras.

A viagem entre Punta Arenas e Puerto Natales é linda. Demora mais de quatro horas (no inverno, por conta da neve, pode durar mais, de cinco a cinco horas e meia) e é intercalada com um mar sem fim de planícies, que servem de abrigo para inúmeras ovelhas e o gado típico patagônico, que se difere do nosso pelo pêlo grosso e as patas curtas e grossas.

A relva amarela e as árvores com folhas multicoloridas, tendo como pano de fundo a imponente Cordilheira dos Andes, em breve darão lugar ao gelo – entre maio e agosto a região fica coberta pela neve. No caminho há apenas uma parada (restaurante hospedaria), o Ruben, embora a Carretera Austral, a rodovia que liga o Chile de ponta a ponta, seja perfeita.

Hora para se comer um imenso “chacarero”, uma espécie de hamburgão, esquentar o esqueleto e seguir adiante por mais duas horas, até a entrada do Parque Nacional Torre del Paine, que abriga as famosas “Torres del Paine”, maciços de pedra que reproduzem as cores do arco-íris, dependendo da época do ano e a incidência do sol.

Muitos bauruenses já fizeram esse trecho e voltaram contando maravilhas. Casos da família Estevam e dos médicos Antônio Carlos Telles Nunes e Sebastião Benetti, que a bordo de suas 4x4 enfrentaram vários desafios para ver bem de perto onde “o vento faz a curva”.

* Com informações do livro “Chile”, de Pablo Valenzuela Vaillant.

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