Turismo

Natureza virgem e o tempo

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

A natureza permanece virgem na Patagônia, terra de pioneiros e extintas civilizações. Ela apresenta quatro estações bem características, mas as oscilações ao dia podem ser sentidas seja no inverno ou no verão. No inverno há poucas horas de sol. Ele nasce somente por volta das 9h e se põe às 17h. Quem gosta de muita neve, queijo, vinho e uma lareira aconchegante, deve ir entre junho e setembro.

Os animais nascem na primavera e no verão, quando a luminosidade é total, há menos frio, mas venta muito – mais de 100 km por hora. O outono, ou seja, agora, é apontado como a melhor época para se visitar o Sul do Chile, desbravando suas infinitas belezas.

Condores, guanacos e zorros ocupam os parques, enquanto os pingüins são os anfitriões junto ao mar. Eles são encontrados aos montes em Puerto Natales e na Ilga madalena, no Estreito de Magalhães. Donos do pedaço, pousam para fotos, mas nem sempre querem ser incomodados. Por isso, não arrisque num ataque de mau humor.

Na ilha, os turistas devem se manter na trilha demarcada pelos guias para não importuná-los. O caminho indica o farol da ilha, de onde a vista é panorâmica. Nesse santuário ecológico as aves se reproduzem, vindas da Antártida em meados de setembro. Formam casais que são companheiros para o resto da vida, acasalando-se e botando um ou dois ovos em outubro.

Os filhotinhos desengonçados com aquele andar característico nascem depois de 40 dias, primeiro com plumagem cinza. Com um mês de vida, já têm o tamanho e o peso de um adulto: em torno de 70 centímetros de altura e de dois a quatro quilos.

No verão, em fevereiro, crescidos, eles partem para a Antártida, sozinhos. Seus pais, continuam na região por mais dois a três meses, se alimentando e conseguindo forças para nova empreitada, de retorno, a Antártida.

Uma das melhores maneiras de se explorar a região é a bordo dos cruzeiros oferecidos pela Skorpios Cruises. Modernas embarcações levam os turistas a expedições incríveis no extremo Sul do continente, fazendo com que refaçam as façanhas do grande navegador português Fernão de Magalhães, que descobriu em 1520 a ligação entre o Atlântico e o Pacífico.

A viagem é realizada pelo Skorpios III, que zarpa de Puerto Natales e percorre imensos glaciais, ilhas isoladas e baías, indo, dependendo do agendado, além do Estreito de Magalhães, o Canal Beagle, o Cabo Hornos e o Seno Última Esperança. Geralmente as viagens duram entre três a quatro noites, com paradas para fotos e a descoberta de pontos de apoio.

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