Tribuna do Leitor

Educação que visa a aprovação


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O sistema educacional brasileiro tem sido alvo de muitas críticas quanto ao método de avaliação. Os alunos que enfrentarão o vestibular, além de sofrerem com a pressão psicológica, sofrem também com o esmagador conteúdo acadêmico que recai sobre suas cabeças. Os colégios, que mais aprovam nas universidades públicas são questionados quanto ao seus critérios avaliativos. Os vestibulandos, nessas instituições, são verdadeiras máquinas, treinadas para resolver questões objetivas. Alguns cursos chegam a estimular a hiperconcorrêcia, além de dividir as classes de acordo com o desempenho dos estudantes.

Isso tudo propicia a automação neurótica dos educandos, o que acaba por prejudicar a interpretação de situações abstratas e cotidianas, estando assim mais vulneráveis a uma conduta libada da sociedade, onde encontra-se o alcoolismo, as dependências químicas e a violência em geral. Com o propósito de combater essa vulnerabilidade, e estimular o pensamento crítico e filosófico dos alunos, surgiram as aulas de filosofia e sociologia. Em alguns estados, essas disciplinas fazem parte da grade curricular. Nota-se, em pouco tempo de implantação, que já obtiveram-se resultados satisfatórios.

O caminho realmente é esse! Assim é possível conciliar o pensamento objetivo - predominante naqueles colégios onde a aprovação no vestibular é a única meta - com o filosófico e crítico social, que permite interpretar - com mais clareza - as relações políticas, sociais e cotidianas na sociedade.

José Antônio Júnior - estudante

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