Dos 1.212 detentos de Bauru beneficiados com a saída temporária de Páscoa, 50 não voltaram, o que representa 4% dos presos. Agora, eles são considerados foragidos e, se forem presos, perdem o direito de terminar de cumprir suas penas no regime semi-aberto, onde estavam. Os detentos deixaram seus presídios na quarta-feira passada para passar o feriado com suas famílias e tinham até o final da tarde de anteontem para retornar.
Em Bauru, o maior número de presos beneficiados foi no Instituto Penal Agrícola (IPA): saíram 882, dos quais 32 não retornaram, informou Gilberto de Oliveira, diretor do presídio. “Vamos informar à Vara das Execuções Penais e às polícias Militar e Civil os nomes dos que não voltaram. O índice dos que não retornaram ficou dentro das nossas expectativas, que é 4%”, conta.
Para Oliveira, o retorno dos presos foi tranqüilo, apesar da vistoria das bagagens de todos os detentos só ter sido concluída à noite. “Agora eles já estão trabalhando e estudando normalmente”, disse ontem à tarde. A única ocorrência registrada foi a apreensão de uma porção de maconha na área externa do presídio, ao lado do alambrado do IPA.
Já na Penitenciária 1 de Bauru, de onde saíram 150 detentos, 12 não voltaram. Na Penitenciária 2, dos 180 presos que foram beneficiados com a saída temporária, apenas seis não retornaram. O diretor da instituição, Hélio José Bonsaglia, afirma que o número dos que não retornaram foi menor que em outras saídas temporárias, mas pondera que desta vez menos detentos foram beneficiados.
“Tivemos menos saídas porque muitos presos conseguiram livramento condicional ou ganharam o direito de cumprir o restante das penas em regime aberto”, revela, ressaltando que em outras ocasiões até 250 detentos da P2 chegaram a ser beneficiados.
Tem direito ao benefício o preso do regime semi-aberto que já tenha cumprido um sexto da pena total se for primário, ou um quarto se for reincidente. Ele ainda tem que ter boa conduta carcerária. A próxima saída será no Dia das Mães.