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Prefeitura entra na era do cartão de ponto eletrônico

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Ao invés de livro de ponto, onde o próprio funcionário anotava o horário de chegada e saída, agora os servidores municipais de Bauru que trabalham no prédio administrativo da prefeitura registram a presença usando sistema eletrônico através da impressão digital. Ou seja, eventuais atrasos na chegada e adiantamentos na saída serão automaticamente registrados pelo departamento pessoal, como grande parte das empresas da iniciativa privada.

A proposta é estender o sistema aos demais órgãos públicos municipais, de maneira que o horário de trabalho dos cerca de 5.600 servidores seja registrado eletronicamente. No entanto, pessoas que ocupam cargos de direção estarão “livres” do novo sistema de controle. De acordo com o secretário de Administração, Fernando Ferreira Jorge, o sistema passou por dois meses de testes e foi introduzido oficialmente no dia 1 de abril.

Na mesma data, também foram instalados terminais no Palácio das Cerejeiras, que serão utilizados em caráter experimental pelos funcionários do prédio até o final do mês. “Trata-se de um período de adaptação, reservado aos servidores”, explica. “Se tudo correr bem, sem imprevistos, após a oficialização da utilização no Palácio, começará a implantação na área da saúde”, completa o secretário.

É justamente nesta área que são mais freqüentes as reclamações de não-cumprimento do horário de trabalho, principalmente nas unidades básicas de saúde espalhadas pelos bairros. Jorge não precisou datas para instalação do cartão de ponto eletrônico nos pronto-socorros e núcleos de saúde, mas adiantou que será um processo gradativo e que cumprirá um cronograma estabelecido pela Secretaria de Administração em conjunto com a Secretaria de Saúde.

No início do ano, Mário Ramos, titular da Secretaria de Saúde, afirmou que o Pronto-Socorro Central (PSC) será o primeiro local a contar com o sistema. No entanto, repartições que têm até cinco funcionários ficarão de fora do sistema eletrônico. “Estamos em contato com a empresa que implanta o sistema para resolvermos o impasse com os órgãos menores. Hoje estudamos o desenvolvimento de uma plataforma onde o servidor, via telefone, digita seu código e registra a presença no serviço”, revela.

Liberados

Segundo Jorge, os servidores que ocupam cargos de chefia não precisarão registrar o horário de trabalho. “Diretores e assessores ficam fora da exigência porque trabalham com horário variável e também não podem receber hora extra”, revela.

Segundo a diretora do departamento pessoal da prefeitura, Maria Dalva Freire, inicialmente o novo sistema causa estranheza aos servidores. “Como é preciso posicionar o dedo de forma correta no sensor, alguns funcionários levaram certo tempo para efetuar o registro, o que causou até algumas filas no começo. Mas agora, todos já se acostumaram e não existe mais nenhum problema no prédio administrativo”, afirma.

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Como funciona o sistema

O cartão eletrônico é um computador munido de um leitor ótico de impressão digital, ambos instalados num gabinete de madeira, que deixa à mostra apenas a tela do monitor, parte do teclado e o sensor. O servidor introduz o dedo no dispositivo, que escaneia sua impressão digital, compara com o arquivo contido na máquina, registra a chegada ou saída do funcionário e envia a informação diretamente para o departamento pessoal do órgão.

De acordo com Jorge, o custo unitário de um terminal é de cerca de R$ 2,5 mil e o sistema leva o nome de bioregistro. “Com a implementação dos terminais, os órgãos municipais passam a contar com um sistema melhor de controle, que registra a freqüência dos funcionários de forma igualitária”, afirma.

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