Em março, o presidente da grande potência mundial visitou o Brasil. Entre os tópicos da conversa estava o etanol. O nosso país vem produzindo-o a partir da cana de açúcar. E quer vendê-lo para os Estados Unidos. Afinal, lá o álcool é muito mais caro – por ser gerado a partir do milho. Em decorrência disso, aqui, e no mundo, discute-se muito o impacto que esse acordo traria. Muitos afirmam que seria ruim. Pois há um risco de expansão para além da fronteira da Amazônia, levando a um grande desmatamento. Podendo não ser ambientalmente sustentável. E acarretando a diminuição das produções alimentares. Além, é claro, do aumento do preço do combustível.
Entretanto, o Brasil não teria vantagem alguma? É ponto pacífico que sim. Um acordo como esse faria com que o Brasil ficasse em destaque no mundo. Pois seria o maior exportador: pelo preço, pela quantidade, pela qualidade e pela tecnologia. Aliás, essa última está em ascensão com essa situação. Como a descoberta para a utilização do bagaço e da folha, que eram queimadas.
Enfim, transformar o etanol em uma commodity energética iria fazer um grande bem ao Brasil. Mas, para isso, precisamos fazer um acordo que também nos favoreça: para não sermos explorados. Além de ter uma grande responsabilidade ambiental e social dos governantes e de toda sociedade.
Laiza Gabriela Gavioli Coelho