Geral

Dados estão superestimados, diz Vera Nilce

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Os dados apontados pela pesquisa estadual elaborada pela Apeoesp estão superestimados, na opinião da dirigente regional de ensino, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá. De acordo com ela, a realidade de Bauru é de tranqüilidade, com algumas ocorrências pontuais.

No caso das pichações, por exemplo, quando o aluno é identificado, a mãe é chamada até a escola para que a situação seja resolvida com a participação da família. Para Jarussi, cerca de 15 ocorrências de estrago de material público são registrados em Bauru, mensalmente. Na região, o volume é muito menor, diz.

“Já tivemos denúncia de uso de drogas nas escolas, mas nada que tenha sido confirmado. Quando recebemos (informações dessa natureza), fazemos oficina e encaminhamos cartilhas (antidrogas)”, explica. Nesta semana, no entanto, um adolescente matriculado numa escola estadual foi apreendido com cinco porções de maconha, a cerca de três quadras da instituição.

Para a Polícia Militar, são grandes as chances dele traficar, inclusive entre os colegas de sala. Mas corriqueiras mesmo são as brigas entre alunos. Segundo estimativas da dirigente de ensino, é provável que diariamente pequenos desentendimentos aconteçam, tomando como base todas as escolas da rede. A freqüência é confirmada pela subsede da Apeoesp, mas o surpreendente é a grande participação feminina.

A informação é confirmada pelo soldado Raeder Adison da Silva, da Ronda Escolar da Base Noroeste. Ele cita ainda os casos de brigas entre grupos de escolas diferentes. Já registros de arma dentro das escolas da região desapareceram após a campanha do desarmamento promovida em 2005, acrescenta Jarussi.

O problema que continua são bares nas imediações de algumas instituições de ensino. Por conta da situação, Silva já flagrou adolescentes consumindo conhaque e pinga em latinhas de refrigerante. O tinner também está entre os produtos consumidos, por estudantes.

Comentários

Comentários