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Mercadante diz que arquivamento de investigação não repara prejuízo

Folhapress
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Campinas - Após quase sete meses constrangido pela suspeita de envolvimento no caso do dossiê contra políticos tucanos, o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) voltou à carga ontem e disse que o arquivamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da investigação contra ele “não repara os prejuízos políticos” causados pelo episódio.

O senador afirmou que a repercussão do caso o impediu de chegar ao segundo turno das eleições para o governo de São Paulo no ano passado. “Eu sinto que (a decisão do STF) não repara os prejuízos políticos que tive, porque eu iria para o segundo turno se não fosse esse episódio e a interpretação do que aconteceu”, disse o senador, derrotado em primeiro turno pelo governador José Serra (PSDB). Em dezembro de 2006, a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito do caso do dossiê - tentativa de compra, por petistas, de material contra candidatos do PSDB - e indiciou Mercadante por suspeita de crime eleitoral de caixa dois em sua campanha.

A PF apontou no inquérito que o ex-coordenador da campanha de Mercadante, Hamilton Lacerda, com o aval do senador, levou malas com US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão a um hotel em São Paulo, nos dias 13 e 15 de setembro de 2006, para comprar o dossiê do chefe da máfia dos sanguessugas, Luiz Antônio Vedoin. “Sempre afirmei que não tive qualquer participação neste lamentável episódio. O inquérito tem 1.100 páginas e o procurador-geral da República (Antônio Fernando de Souza), que tem sido extremamente rigoroso em seus pareceres, concluiu que não havia nenhum indício de minha participação. Foi uma decisão unânime de todos os juizes do STF”, disse o senador.

A ofensiva verbal de Mercadante anteontem em Campinas, onde participou de seminário com metalúrgicos, também incluiu críticas ao DEM (ex-PFL) e uma defesa da instalação da CPI da Nossa Caixa na Assembléia Legislativa de São Paulo, investigação que envolve a gestão do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

“Aqueles que diziam que tínhamos (petistas) que desaparecer da vida política nos próximos 30 anos estão tendo de mudar de nome porque tiveram um resultado eleitoral precário. Eles deviam rever o discurso”, disse o senador, em referência ao DEM.

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