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Casos de roubos e furtos em Correios aumentam até 130%

Folhapress
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Ribeirão Preto - O número de furtos e roubos em agências dos Correios na região de Ribeirão aumentou 130,7% de 2005 para 2006, passando de 13 para 30 casos. Segundo o Sintect (Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos da Região de Ribeirão Preto), que abrange 95 cidades, o principal motivo é que as agências deixaram de operar apenas com serviços de postagem e passaram a atuar como correspondentes bancárias, o que atrai a atenção de ladrões.

A falta de segurança é outro fator apontado como facilitador. Segundo Carlos Decourt, diretor do sindicato, nenhuma agência da cidade tem porta giratória ou segurança armada. “A empresa classifica as agências por zona de risco. Na região, nenhuma é classificada como risco alto, mesmo levando em conta a alta de assaltos.”

Decourt disse ainda que hoje todas as agências têm câmeras de vigilância. “As cidades pequenas são as mais assaltadas. A mudança para posto bancário sem a adequação necessária da segurança atraiu os ladrões.” Jardinópolis, Dobrada e Barrinha estão entre as dez cidades que registram mais assaltos.

A investigação dos crimes é de competência da Polícia Federal, uma vez que a empresa é estatal. A segurança, no entanto, é responsabilidade de empresas contratadas. De acordo com o delegado chefe da PF de Ribeirão, César Augusto Martinez, o plano de segurança para estabelecimentos bancários que têm depósito e movimentação de dinheiro não se aplica a agências dos Correios.

A direção dos Correios reconheceu, por meio de sua assessoria, que é impossível impedir a prática, mas que trabalha para minimizar os efeitos com a instalação de equipamentos de vigilância. Informou também que tem treinado funcionários para lidar em casos de assaltos e que criou um departamento de segurança postal. A empresa não se manifestou sobre a alta no número de furtos e roubos.

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