Internacional

Ataque mata 34 e 2 helicópteros caem

Folhapress
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Bagdá - Ao menos 34 pessoas morreram e cem ficaram feridas em ataques a bomba em distritos xiitas de Bagdá ontem. Dois militares britânicos morreram e quatro se feriram após a colisão de dois helicópteros do Reino Unido.

As novas ações ocorrem um dia depois que 65 pessoas morreram em ataques a bomba na capital e em outras regiões do Iraque, e três dias após um atentado suicida contra o Parlamento iraquiano que matou o legislador sunita Mohammed Awad.

Dois carros-bomba mataram 15 pessoas e feriram outras 50 na região de Al Shurta al Rabeia, ao sudoeste de Bagdá. A primeira explosão atingiu um mercado lotado. A segunda, ocorrida momentos depois, ocorreu em um ponto próximo, segundo a polícia. Morteiros atingiram a região quase simultaneamente, em uma aparente ação coordenada.

Imagens de TV mostravam os restos do carro-bomba após a explosão no mercado. Vários veículos foram danificados na explosão. Em Karradah, no centro de Bagdá, outros dois carros-bomba mataram ao menos oito pessoas e deixaram 23 feridos. Na mesma região, um terceiro carro-bomba que visava atingir uma patrulha da polícia matou cinco pessoas e feriu outras dez.

No distrito de Kadhimiya, ao noroeste da capital, um suicida utilizando um cinto de explosivos matou ao menos seis pessoas e feriu outras 11 em um microônibus.

O atentado ocorreu em um ponto próximo da ponte Sarafiyah, que liga as regiões leste e oeste de Bagdá e foi parcialmente destruída após um ataque suicida com caminhão-bomba na quinta-feira. Dez pessoas morreram e 26 ficaram feridas.

Anteontem, uma segunda ponte, a Jadriyah (Sul), foi atingida por uma explosão que deixou dez mortos. Dezenas de pontes cruzam o rio Tigre em Bagdá, ligando o leste ao oeste da cidade.

A maioria dos sunitas vive no oeste da cidade, e grande parte dos xiitas vive no leste. “Há uma conspiração para isolar as duas metades de Bagdá”, afirmou o porta-voz do Parlamento, o sunita Mahmoud Mashhadani, após o ataque à ponte na quinta-feira.

Helicópteros

Os dois helicópteros britânicos caíram após uma colisão ocorrida 19 quilômetros ao norte de Bagdá, matando dois militares do Reino Unido e ferindo quatro. “Uma investigação será realizada para determinar as causas do acidente; no entanto, informações iniciais dão conta de que se tratou de uma colisão, e não de fogo inimigo”, afirmou o Exército dos EUA em um comunicado divulgado ontem.

Posteriormente, o ministro da Defesa britânico, Des Browne, afirmou que os helicópteros e as vítimas eram britânicos, e que aparentemente se tratava de um acidente aéreo.

“Infelizmente, dois de nossos militares morreram, e um está ferido com gravidade. Todos eram britânicos. Meus pensamentos estão com as famílias”, afirmou Browne.

As forças britânicas, que ficam sediadas em Basra, ao sul do Iraque, raramente realizam missões ao norte de Bagdá, onde os helicópteros colidiram.

O Ministério britânico da Defesa não quis comentar a missão na qual o grupo estava envolvidos, mas informou que há equipes britânicas unidades operando como parte das forças de coalizão em várias regiões do Iraque.

Uma operação militar lançada pelos EUA há dois meses em Bagdá visa deter a violência no Iraque, que ameaça mergulhar o país em um conflito civil. No entanto, as forças americanas e iraquianas têm dificuldade para deter terroristas suicidas. “Nós vimos um aumento no número de ataques com carros-bomba. Estamos trabalhando no combate a este tipo de ação, mas enfrentamos um grupo de cada vez”, afirmou o porta-voz militar dos EUA Mark Fox.

A violência sectária entre xiitas e sunitas cresceu após o ataque contra um importante santuário xiita em Samarra em fevereiro de 2006. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas desde então em todo o país.

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