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Índios liberam funcionários da Funasa

Folhapress
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Palmas - Três funcionários da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) que eram mantidos reféns desde quarta-feira por índios de uma reserva carajá, em Santa Fé do Araguaia (446 km de Palmas), foram libertados no começo da noite de anteontem. Os empregados do órgão - um motorista, um engenheiro e um técnico em saneamento - deixaram a aldeia depois que promotores do Ministério Público de Tocantins foram até o local negociar com os índios.

Os funcionários foram libertados sem ferimentos. Na reserva, vivem cerca de 300 pessoas. Os índios exigiam a presença do coordenador regional do órgão, João dos Reis, para discutir mudanças no atendimento prestado pela entidade aos índios.

Segundo a Funasa, como o órgão não havia sido comunicado formalmente sobre as reivindicações, foi firmado o compromisso, por intermédio dos promotores, de que o coordenador receberia os índios ontem para negociar.

O local do encontro, até anteontem à noite, ainda não havia sido definido. Os índios reclamam que a Funasa planeja mudanças no sistema de transportes que atende as aldeias. Atualmente, carros do próprio órgão são usados para transportar os indígenas.

Pelo plano, uma empresa terceirizada passaria a fazer o serviço. Os carajás temem que, com a mudança, um dos motoristas da fundação, que é casado com uma índia e vive com dez filhos na aldeia, seja transferido.

Também dizem que na empresa terceirizada trabalha um acusado de tentar matar um índio carajá. Os indígenas falam que não foram consultados sobre a alteração.

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