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Abraão nega fraude no Carnaval

Folhapress
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Brasília - O advogado , Ubiratan Guedes, que defende o presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David, disse ontem que seu cliente quer prestar um novo depoimento à Polícia Federal (PF). Aniz foi um dos 25 presos na sexta-feira passada durante a Operação Hurricane, que cumpriu 70 mandados de busca de apreensão.

Segundo Guedes, Aniz quer esclarecer as denúncias que surgiram no final de semana sobre suposta irregularidade no resultado dos desfiles do Carnaval do Rio deste ano. O título de campeã foi entregue para a Beija-Flor de Nilópolis. “O Aniz ficou chateado com a história do Carnaval. Ele considera isso um fato mais grave (que outras denúncias) e quer esclarecer porque ele tem um compromisso com a sociedade e com todos os presidentes das escolas de samba”, afirmou Guedes. Guedes disse ainda que é tecnicamente impossível fraudar o resultado dos desfiles porque existem 40 pessoas julgando as escolas de samba. “Quem é do Rio e assistiu ao desfile sabe que o resultado é incontestável.”

O advogado disse ainda que não existe nenhuma irregularidade nos US$ 47 mil apreendidos na casa de Aniz. Guedes afirmou que desse dinheiro, US$ 40 mil sempre foram declarados anualmente por Aniz para a Receita Federal.

Segundo ele, seu cliente guardava o dinheiro em casa para cobrir eventuais despesas emergenciais. “Tem gente que anda com dinheiro na cueca. Ele guarda em casa”, afirmou o advogado se referindo à prisão de um ex-assessor parlamentar com dinheiro escondido na cueca.

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