Nacional

Cabral quer que Exército patrulhe rodovias da região metropolitana

Folhapress
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Rio - O governo do Rio quer que as Forças Armadas façam patrulhamento ostensivo nas rodovias que passam pela região metropolitana do Rio e nos arredores de unidades militares localizadas no Estado. Segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), o comando das ações das Forças Armadas será dos próprios militares.

Ontem, Cabral participou de uma reunião com os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Waldir Pires, e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, para decidir o uso da ajuda federal contra a violência no Estado.

“Do ponto de vista do Ministério da Justiça, nós registramos que é perfeitamente possível a participação das Forças Armadas na segurança pública do Rio desde que determinada pelo presidente da República, datada, pontual e acordada, e com a articulação federativa, sem que as Forças Armadas transgridam qualquer norma legal ou constitucional, que outorga o poder de polícia e a segurança pública às forças policiais”, disse o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Cabral disse que um documento com todas as propostas sobre a participação das forças no Estado será analisado nos próximos 15 dias pelos ministros, pelos comandantes e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo pediu a atuação das Forças Armadas por um ano, mas não há data para chegada dos homens.

A expectativa é a de que eles cheguem antes do Pan, que começa em 13 de julho. “O que nós estamos solicitando é o apoio, o reforço, a cooperação das Forças Armadas pontualmente em áreas que julgamos importantes e que podem colaborar efetivamente, mas não queremos um show de pirotecnia, queremos algo absolutamente consistente e que possa colaborar com nossa ação de segurança pública”, afirmou Cabral.

Os homens devem atuar a BR-040, rodovia Presidente Dutra e ponte Rio Niterói. Reforço na Força Nacional Cabral anunciou ainda que nos próximos dez dias outros 400 membros da Força Nacional de Segurança (FNS) chegarão ao Estado. O contingente deve chegar 30 dias antes do cronograma e se juntará aos cerca de 400 homens que já atuam, sobretudo, nas divisas. Além disso, entre 200 e 300 homens da Polícia Rodoviária Federal (PRF) serão deslocados para reforçar segurança.

Violência

Cabral apresentou o pedido de auxílio ao governo federal após o assassinato do policial militar Guaracy de Oliveira Costa, 28 anos, que trabalhava na segurança pessoal do governador e de sua família. O policial foi baleado no último dia 8 ao, supostamente, reagir a um assalto. Costa foi atingido por seis tiros e chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 9. No início de fevereiro, a morte do menino João Hélio Fernandes, 6, provocou reações de diversos setores da sociedade. Ele ficou preso ao cinto de segurança do carro e foi arrastado por aproximadamente sete quilômetros durante a fuga dos assaltantes.

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