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Lixeiros terminam greve na Capital

Folhapress
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São Paulo - Sem conseguir o que queriam, os lixeiros de São Paulo, em greve desde sexta-feira, voltaram ontem ao trabalho, após um acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A proposta das empresas foi pouco diferente da oferta da semana passada. Mesmo assim, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) a aceitou e o trabalho voltou ao normal à noite.

A previsão da Secretaria de Serviços é que a limpeza da cidade seja regularizada no máximo até quinta-feira. O Siemaco estima que a situação só será regularizada na sexta-feira. Pelo acordo, os funcionários terão reajuste de 3,5% nos salários, desconto de 1% do salário para custeio do convênio médico (até o limite de três dependentes, o que dá um total de 4%) e, em 60 dias, passarão a receber protetor solar para o trabalho ao ar livre. O café da manhã, reivindicado pela categoria, foi descartado.

Na semana passada, as empresas ofereciam 3,11% e desconto de 1,5% do salário para o convênio médico. O sindicato pedia 12% de reajuste, subsídio total do convênio médico, café da manhã e protetor solar. Não serão descontados os dias parados e as empresas garantiram estabilidade de 90 dias para os grevistas. André dos Santos Filho, tesoureiro do Siemaco, disse que proposta foi aceita porque representa um ganho real. "A média é de três dependentes no convênio médico. O trabalhador hoje paga 8% do salário e vai pagar 4%. No total, a gente calcula que o ganho é de 6% a 7,5% com reajuste e convênio." O sindicalista reconhece que essa não é a proposta ideal, mas a considera "defensável diante das circunstâncias".

Com o início da greve na sexta, a prefeitura, para se proteger juridicamente, entrou com ação contra as empresas para exigir o cumprimento integral dos contratos, que prevê os detalhes da coleta diária de lixo. Era o que as empresas queriam: o reconhecimento, pela prefeitura, de que o contrato tem de ser cumprido. Caso não haja acordo em 15 dias, as empresas devem ir à Justiça exigir pagamento integral. .

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