• ‘Parecer diabólico’ 1
O corregedor geral administrativo do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, Edson Cardia, fez curiosa menção ao diabo ao dar seu parecer pelo arquivamento do processo que apurou o caso da retirada de terra de um funcionário da autarquia em Piratininga.
• ‘Parecer diabólico’ 2
Ao argumentar que as notícias divulgadas na mídia sobre o fato ensejariam direito de resposta baseado na Lei de Imprensa, Cardia ressalvou: “Caso tal providência não alimente ressentimentos estimulados pelo espírito nefasto do número deste processo”, ao referir-se ao número do processo, 666, que é associado à besta.
• Língua estrangeira
Além de criticar o comportamento do DAE na apuração do caso da retirada de terra (a Corregedoria abriu e arquivou, no mesmo dia, o processo investigatório), o presidente da Câmara Municipal, Paulo Madureira (PP), fez um comentário insólito sobre o parecer do corregedor, que utilizou linguagem e termos rebuscados, como “insopitados” ou “ulteriores”. “Ele usou linguagem internacional”, tascou Madureira.
• Parecer definitivo
Os integrantes da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara reuniram-se ontem e deram o parecer final pela legalidade do pedido de abertura de CEI para investigar os serviços de transporte escolar municipal. Segundo o vereador tucano Marcelo Borges, presidente da comissão, o requerimento será votado na sessão da próxima segunda-feira, dia 23.
• Todo enigmático
O empresário Caio Coube (PSDB), que renunciou recentemente à presidência do diretório municipal do partido, foi enigmático ontem ao comentar se havia descartado definitivamente a possibilidade de disputar a prefeitura de Bauru em 2008. “É só relembrar o que declarei ao JC quando deixei a presidência. Não possuo entusiasmo pelo tema, mas posso me entusiasmar”, declarou Coube.
• Disposição e luta
Um político de plumagem idêntica à de Caio comentou ontem, em tom de sermão, que “quem quer ser candidato a algo deve estar sensível a isso, disponível, com vontade e, acima de tudo, disposto a lutar por seus objetivos. Não adianta e não convence ninguém ficar esperando para ser conduzido como se fosse um príncipe”.
• Cultura tem custo
A discussão sobre programas municipais na área de Cultura e o financiamento das ações pelo Poder Público, realizada ontem pela Câmara, merece duas reflexões. Primeiro, é preciso que alguns parlamentares e agentes públicos parem de ver a política cultural como marginal, tendo sensibilidade para ver que o ator ou agente cultural não faz trabalho voluntário. Os projetos bons têm custos e precisam ser valorizados, com investimento local.
• Resposta retardada
O segundo aspecto é que quaisquer dúvidas sobre a aplicação dos recursos merecem e devem ser apuradas, sem preconceito, inclusive da classe artística. Não se deve invocar qualquer tipo de ressentimento ou preconceito ao se levantar possíveis erros. E, neste caso, a gestão municipal da Cultura demorou muito tempo para dar respostas para questões que foram levantadas há vários meses.