Vivemos grandes contradições. A previdência social, a saúde, a segurança, o emprego e tantas outras coisas básicas, estão em crise. Em contrapartida, nunca se pagou tanto imposto. O Brasil é o país que cobra impostos mais altos e pratica as mais elevadas taxas de juros do mundo, estrangulando os negócios e colocando o prejuízo no lugar do lucro. Foram poucos os momentos em que a classe político-governamental esteve tão malvista. Esse quadro desmotiva o povo e afugenta os investidores que dão suporte à economia. Condena toda a população a um futuro de miséria e desagregação. Além de tudo isso, ainda não podemos nos esquecer, da guerra fiscal, onde os Estados se canibalizam em busca de investimentos, criando um emaranhado de incertezas.
Toda vez que aumenta impostos ou leva dúvida ao empresário, o governo dificulta a produção, periclita o nível de emprego e sucateia a economia. Mesmo que parte desses tributos seja distribuída como esmola às classes mais pobres, rendendo dividendos eleitorais e a imagem de “bonzinho” ao governante. Morta a galinha dos ovos de ouro, posteriormente, não haverá mais o que distribuir e o caos estará instalado.
A sociedade precisa reagir antes que os olhos estrábicos dos formuladores da política econômica e social façam o Brasil regridir séculos e, apesar do avanço tecnológico, imergir-se na barbárie. Não é lícito potencializar a cultura da pobreza; é preciso oferecer a todos chances reais de melhorar de vida!
O autor, Dirceu Cardoso Gonçalves, é tenente e presidente da Associação dos Policiais Militares do Estado de São Paulo