Tribuna do Leitor

Dia do Exército Brasileiro


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Neste dia de comemorações do nosso “glorioso exército brasileiro”, venho a público agradecer ao comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, situada no Rio de Janeiro, sr. gen. bda. Marco Aurélio Costa Vieira, pelo envio em setembro último do meu diploma de 25 anos de pára-quedista militar, integrando assim ao meu acervo.

Também, através da Associação dos Veteranos Pára-quedistas, me foi possível a aquisição do exemplar “Almanaque do Pára-quedista” com 620 páginas, onde estão enumerados todos os voluntários que por ali tiveram orgulho de fazerem parte desta tropa de elite das Forças Armadas. Meu nome está na página 153 sob o n.º 19.942, ano de 1969/3.

A 1.ª tropa a se formar no Brasil foi em 1949, dentre os voluntários, nada mais, nada menos, estava Senior Abravanel, “Sílvio Santos”, mas seu nome infelizmente não está no livro, ele foi reprovado no obstáculo fundamental para se chegar ao avião, que é a torre de 25 metros de altura, que pena!

Para ser pára-quedista é preciso passar pela “Área de Estágios”, submetendo-nos às instruções ali ministradas no santuário dos pára-quedistas, “O Ninho das Águias”, onde aos que vencem lhes é dada a oportunidade de sentir no rosto o vento das hélices da “Ave Prateada”, e só então receber o direito de ostentar por conquista os almejados símbolos da nossa tropa: a boina (vermelha), o boot (marrom) e o brevê, galardão daqueles que têm fibra de herói. “Somos a simbiose perfeita dos mais nobres soldados da força terrestre: o soldado e o audaz pára-quedista.”

“Ser pára-quedista, sobretudo, é perceber e integrar uma fração preparada e entusiasmada, que se orgulha de seu pelotão, de sua companhia e de seu batalhão. Ser pára-quedista é cultuar a união, a camaradagem e a mística da tropa aeroterrestre, além de um patriotismo a toda prova, perfeitamente sintetizado no nosso lema “Brasil acima de tudo” (trecho da mensagem do comandante).”

Agradeço ao Exército brasileiro também por ter me preparado para a vida profissional, com esse currículo invejável, fui admitido na área de segurança, na maior montadora de automóveis do País, onde o nosso presidente da República projetou-se na política brasileira, enfim, o exército foi fundamental na minha vida em todos os sentidos. Só há um fato negativo nesta aventura, deixei os estudos na 7.ª série por definitivo, venci pela coragem e determinação; agradeço também aos meus instrutores e monitores que me fizeram derramar suor, lágrimas e sangue, mas foi por uma causa justa, e fazer parte deste seleto homens de coragem e determinação.

Luiz Tadeu Machado

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