Tribuna do Leitor

Ensino: equação com duas variáveis


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A estrutura educacional do Brasil é de visível desigualdade, onde a qualidade de formação de ensino público é massacrada pelas escolas particulares.Estas, que muitos custam a perceber, no entanto são nada mais, nada menos que empresas, vivendo em constantes disputas para conseguir vender seus “produtos” da melhor maneira possível. Toda esta rivalidade acaba caindo sobre as cabeças dos alunos.Estes que sobrevivem á base de doses cavalares de pressões diárias.A produção em massa de “super alunos” acaba retardando a capacidade destes aprendizes têm de pensar, assim sendo condicionados a viverem em função de x. Tornando muito oportuno para o sistema em que coexistimos hoje, onde o pensamento não é valorizado. As matérias exatas se tornaram grande foco de atenção e medo pó parte dos “sem luz”.

Sendo assim, disciplinas que nos fazem refletir nos revoltar contra o conformismo, foram rebaixadas, até os próprios alunos as desprezam. Esta visão retraída da vida nos leva aceitar tudo o que nos é imposto; porém qualquer semelhança com uma ditadura é mera coincidência! A situação já se tornou uma relação de mutualismo, sendo assim os “procuradores da sabedoria” necessitam de um ótimo aprendizado para ingressar nas melhores faculdades. Assim como as instituições deste bom “produto” para manter o nome de sua empresa. E para aqueles incapazes de pagar uma boa formação estão condenados a serem ignorantes da própria situação e muitas vezes nem se importam.Com isso sua única solução é esperar aquele “aluno prodígio” voltar de Harvard e resolver seus problemas.

Clara Ruiz de Souza - estudante

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