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Ministro suspeito pede afastamento do STJ

Folhapress
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Brasília - O ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu afastamento do tribunal por 28 dias alegando problemas de saúde. A Operação Hurricane suspeita que o ministro vendeu uma liminar por R$ 1 milhão para favorecer donos de casa de bingos. A PF cogitou pedir a prisão do ministro juntamente com os outros 25 suspeitos, mas descartou a hipótese porque haveria resistências do Judiciário. A junta médica já autorizou a licença que se encerra no dia 18 de maio.

Virgílio Medina, irmão do ministro, está entre os presos pela operação. Ele é apontado no inquérito da PF como lobista da máfia dos caça níqueis nos tribunais. Virgílio foi um dos advogados da ação que motivou a liminar concedida pelo seu irmão liberando 900 máquinas caça níqueis apreendidas no Rio de Janeiro. A liminar teria sido “vendida” para a quadrilha pelo ministro. Anteontem, o STJ pediu informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre o caso para se manifestar a respeito do ministro. Medina também se reuniu anteontem com outros ministros para explicar as denúncias.

Na ocasião, disse por meio do advogado que não iria se afastar. As investigações também descobriram que Virgílio emprestou para o irmão R$ 440 mil. O advogado do ministro disse que o dinheiro foi para a compra de um apartamento e que consta da declaração do IR do ministro.

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