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Dona de cachorro contesta resultado de exame de leishmaniose do CCZ

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O resultado de um exame de leishmaniose quase levou ao sacrifício Gisele Bündchen uma pastora-alemã misturada com vira-lata, mascote da administradora Carmina Sanches. Segundo ela, em outubro passado funcionários passado do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) foram até a sua residência, no Jardim Bela Vista, recolher sangue de sua cachorra, para o teste, já que a área registrava muitos casos da doença.

No mês passado, Sanches foi avisada do resultado: Gigi, como a cadela é chamada, estava com leishmaniose e deveria ser sacrificada. Como o animal de estimação não tinha desenvolvido os sintomas da doenças, Sanches ficou intrigada.

“Antes de qualquer coisa, falei com o meu veterinário que sugeriu um outro exame para contraprova. Foi tirada uma nova amostra, bem maior que a primeira, e mandada para uma universidade de Minas Gerais”, conta a administradora.

O resultado do segundo teste deu negativo. “Fui até o CCZ e pedi o laudo do exame que eles fizeram. Demorou muito até eles me fornecerem.

Eles me diziam que o exame do Instituto Adolf Lutz tem menos de 1% de chance de erro. Mas a possibilidade existe, sim”, conta. Como Gigi ainda não desenvolveu os sintomas e com o resultado negativo do laboratório da universidade mineira, Sanches não autorizou o sacrifício da cadela. “Acredito que muitos cães em Bauru foram sacrificados correndo o risco de estarem saudáveis”, diz.

Apesar de manter o seu quintal limpo e seus cachorros sempre bem cuidados, ela pondera que ao lado de sua casa existe um imóvel abandonado, cheio de entulho, o que propiciaria a criação do mosquito palha, transmissor da leishmaniose. “Se ela estivesse com os sintomas, é lógico que eu autorizaria o sacrifício. Não quero colocar a minha família em risco”, pondera.

De acordo com o CCZ, os exames sobre o diagnóstico de leishmaniose animal são confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz, onde são feitos dois tipos de exames sorológicos.

Contraprova

Nos casos em que os donos dos animais desejem refazer o exame com veterinários de sua confiança e o resultado for diferente do obtido no órgão da Secretaria Municipal de Saúde, os técnicos o orientam sobre a necessidade de se fazer os mesmos exames realizados pelo instituto. A contraprova é de responsabilidade do proprietário.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, em casos em que existem resultados diferentes e os animais apresentem os sintomas da leishmaniose e o proprietário se nega a autorizar o sacrifício, ele deverá assinar um termo de responsabilidade.

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