Na década de 60, a Câmara Municipal era ali na rua Bandeirantes esquina com Antônio Alves. Os servidores municipais não ganhavam nem o salário mínimo e o vereador Edison Bastos Gasparini já articulava uma greve. Quando entrava em pauta na ordem do dia um projeto de lei que beneficiava o servidor, o Gasparini avisava e o pessoal ia em massa.
Me lembro certa vez em que a Câmara estava lotada e era quase meia-noite, quando foi chamado o vereador Nelson Reginato do Canto, que ocupou a tribuna e em certo momento começou a elogiar os servidores que ali estavam. Fez um discurso lírico e gramaticalmente muito bem composto até que um barnabé que estava ali nas primeiras cadeiras da frente cutucou o colega ao lado e disse:
- Ómi que fala bunito taí!
E o colega respondeu:
- U qui farta nele é passar fomi.
Contado por Osvaldo Ramos de Oliveira - aposentado da Prefeitura Municipal de Bauru