Bairros

Jardim Estoril apresenta traços de região nobre de Portugal

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

O Jardim Estoril não nega suas origens. Assim como o balneário português que lhe empresta o nome, o bairro da zona sul de Bauru pode ser considerado uma espécie de pousada dos nobres. Nos anos 70, as pessoas de maior poder aquisitivo da cidade - entre elas muitos membros da comunidade portuguesa - elegeram o local como morada.

Construíram grandes casas ao longo de ruas arborizadas e passaram a desfrutar de um padrão de vida superior ao da maioria da população. Mas as semelhanças entre o bairro e a cidade portuguesa cessam por aí. Hoje, a exemplo do restante de Bauru, o Jardim Estoril convive com diversos problemas de infra-estrutura.

O pior deles, que também aflige o restante da cidade, é o dos buracos que tomam conta das ruas e avenidas do lugar - inclusive da Comendador José da Silva Martha, cujo nome, aliás, é uma homenagem ao homem que desbravou a região onde o bairro está situado.

Nascido na Vila Real de Trás dos Montes, Martha veio para o Brasil em 1907, quando tinha apenas 9 anos. Ele e sua família foram pioneiros da comunidade portuguesa em Bauru. Se, na época da chegada, os Martha contavam somente com a “roupa do corpo”, com o passar do tempo eles passaram a acumular riquezas.

Montaram máquinas de beneficiamento de cereais, adquiriram fazenda e por fim entraram para o mercado imobiliário. Foi o próprio comendador quem loteou e vendeu os terrenos que hoje compõem o Jardim Estoril.

As primeiras 20 casas do bairro foram construídas nos anos 70 e estavam situadas ao lado do lugar onde hoje está a avenida José da Silva Martha. O comendador, já falecido, é considerado até hoje um dos principais benfeitores do bairro. Foi ele, por exemplo, quem doou ao Bispado de Bauru o terreno onde foi construído o santuário de Nossa Senhora de Fátima.

Nas imediações da igreja está situado outro importante local que também faz menção à comunidade lusitana de Bauru: a praça Portugal.

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