Saúde

Bebê prematuro deve ser vacinado contra vírus respiratório

Da Redação
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Com sistema de defesa menos desenvolvido, bebês prematuros são os que mais sofrem com os vírus que circulam no outono e no inverno, entre eles o vírus sincicial respiratório (VSR). Para reduzir a mortalidade e minimizar as seqüelas das doenças que atacam principalmente de crianças nascidas abaixo de 35 semanas de gestação é que a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) acaba de editar o primeiro calendário de vacinação e recomendação de imunizações específicas para o bebê prematuro.

“Hepatite, influenza, doenças pneumocócicas invasivas, coqueluche e afecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) são passíveis de prevenção e cabe ao pediatra neonatologista orientar a família”, afirma Isabella Balallai, médica pediatra e vice-presidente da SBIM.

Desconhecido de muitos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é chamado um vírus sazonal por circular principalmente nos meses de outono e inverno, independente da temperatura. Entretanto, no Estado de São Paulo, os primeiros casos de problemas respiratórios por VSR foram registrados já em janeiro e fevereiro. De fácil transmissão, este vírus ataca principalmente crianças abaixo de 1 ano de idade, afetando as vias respiratórias superiores e inferiores. Bronquiolite e pneumonia são as manifestações mais comuns.

Em crianças maiores de 2 anos e adultos saudáveis, a infecção por VSR provoca os sintomas de um simples resfriado. Mas em bebês prematuros (que nascem com menos de 35 semanas), imunodeprimidos e portadores de cardiopatia congênita, o vírus pode dobrar o tempo de necessidade de permanência da criança no hospital e em UTIs, por problemas respiratórios, além de ser responsável por constantes reinternações (dez vezes mais do que em bebês nascidos a termo), deixando seqüelas, como chiados recorrentes e problemas respiratórios em 80% em crianças até 3 anos de idade e, em alguns casos, persistindo até os 12 anos de idade.

Para prevenir a infecção por VSR em prematuros e recém-nascidos com displasia broncopulmonar e cardiopatas, a SBIM recomenda a administração do anticorpo monoclonal humanizado (palivizumabe), que atua diretamente na glicoproteína do vírus. É aplicado via intramuscular, mensalmente, por cinco meses consecutivos de alta circulação de VSR (geralmente entre março e setembro; abril e maio são meses de pico). A imunização com este anticorpo é também recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outras medidas preventivas são lavar as mãos sempre que for cuidar do bebê; evitar aglomerações; ter cuidados ao manusear objetos do bebê – em superfícies não porosas, o VSR sobrevive por mais de 24 horas e nas mãos, por mais de 1 hora; evitar contato de bebês com crianças mais velhas e adultos, com sinais de resfriado ou gripe; evitar contato com fumantes e ambientes poluídos.

As infecções por VSR não são de notificação obrigatória e seu diagnóstico pode ser feito por teste rápido de sangue, imunoflorescência ou ainda por PCR, exames que, segundo especialistas, ainda são pouco utilizados.

As informações são da assessoria de imprensa da SBIM.

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