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Variar beijos ajuda a esquentar relação

Por Cristiane Goto | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Assim como os relacionamentos, o beijo corre o risco de cair na rotina, aponta Cláudya Toledo, especialista em relacionamentos afetivos e terapeuta de casais. “Com o tempo, a vida do casal tende a ficar morna, eles vão se acostumando um com o outro. Por isto, é importante mudar sempre e surpreender”, diz. A psicoterapeuta familiar e de casais Anne Denise Gottlob Del Nery segue o mesmo pensamento. Segundo ela, é fundamental que o casal cultive o romantismo e crie momentos para se curtir.

Cláudya dá algumas dicas para apimentar a relação. Entre elas, apostar no humor, provocar risos e variar os tipos de beijo. O beijo surpresa, destaca, é uma boa opção para alternar e trazer novidade à vida conjugal. “O beijo tem o poder de misturar a essência das pessoas por meio da saliva. Tendo esta consciência, ele pode ser uma deliciosa maneira de unir cada vez mais o casal”, diz.

O advogado Marco Antônio Monchelato e a professora Cristiane Pacola de Camargo Monchelato apostam nesta “fórmula”. Casados há 12 anos, eles esquentam o relacionamento trocando muitos beijos. “O beijo faz parte da intimidade. Nos beijamos várias vezes durante o dia: quando nos vemos, na hora que acordamos, quando chegamos em casa e na hora dormir”, revela Marco Antônia. “O beijo representa união, entrega e confiança”, detalha ela.

Biologia

Por meio do beijo, o ser humano libera neurotransmissores, substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo, proporcionando um estado de leveza física e emocional. Quando duas pessoas se beijam, a hipófise, o tálamo e o hipotálamo trabalham juntos na liberação dessas substâncias. Ocorre, assim, a “química do beijo”.

O beijo também está relacionado com os sentidos. Durante o beijo, as pessoas podem visualizar o par de perto, sentir seu cheiro, seu gosto e tocar uma das partes mais sensíveis do corpo, os lábios.

Durante um beijo são mobilizados 29 músculos. Os batimentos cardíacos podem aumentar de 70 para 150, melhorando a oxigenação do sangue. Além disso, o beijo gasta calorias. Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias.

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Curiosidades

Não se sabe como surgiu o primeiro beijo da humanidade. As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2.500 a.C, nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.

Antigamente, na Escócia, o padre beijava os lábios da noiva no final da cerimônia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre os convidados e beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam algum dinheiro.

Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era um beijo do czar.

No século 15, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente.

Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no chamado “beijo de esquimó”, eles esfregam os narizes. No Nordeste brasileiro, também se usa a palavra “cheiro” no lugar de “beijo”.

Fonte: Guia dos Curiosos

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