Regional

Obras no Cila Bauab são iniciadas

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - Finalmente, começou a aguardada implantação de infra-estrutura nas ruas do Núcleo Habitacional Jardim Cila de Lúcio Bauab, em Jaú (47 quilômetros de Bauru). A espera da população do bairro começou desde 20 de junho de 1999, quando a Câmara Municipal de Jaú aprovou a doação de lotes pela administração do então prefeito Paulo Sérgio de Almeida Leite (PSDB) - lei número 3.339.

Para o prefeito de Jaú, João Sanzovo Neto (PSDB), a empresa vencedora da licitação, Replan, de Marília, tem experiência para realizar parte da obra. Ao demonstrar pressa pela obra, Sanzovo destacou que foram designados 20 profissionais, além de todo um aparato de máquinas e tratores.

A sinalização da prefeitura certamente está agradando a comunidade que anda bronqueada com alguns políticos da cidade. No dia 12 de março, durante sessão da Câmara Municipal, que instalou Comissão Processante do Plano Diretor, um grupo de moradores do Cila levou ao Legislativo um saco de terra para entregar aos vereadores, mostrando o descontentamento pelos problemas de infra-estrutura no bairro. O mesmo descontentamento já havia sido demonstrado a Sanzovo, em um episódio em seu gabinete.

Até moradores do Jardim Itamaraty acusaram a falta de infra-estrutura no Cila Bauab como responsável pelo alagamento de 15 residências do bairro, durante uma chuva, no último dia 4 de fevereiro.

O cronograma da construção abriu duas frentes de trabalho, o que fez o prefeito afirmar que o “ritmo está acelerado”. “É um trabalho muito técnico e especializado, mas a empresa está se mostrando séria e competente para realizar os serviços”, disse.

O custo total da obra será de R$ 517,8 mil. A Replan é a responsável pela construção da segunda bacia de drenagem. A primeira bacia está sendo feita pelas equipes da administração municipal.

O representante da Replan, Carlos Pavarini Neto, que acompanha o trabalho, tem experiência, já que a empresa atua neste ramo há 30 anos. “Apesar do prazo de entrega contratado ser de seis meses, a empresa pretende realizá-lo de 70 a 90 dias”, ressalta.

Ainda, segundo Pavarini, serão instalados 24 metros de tubulações com 1,5 metro de diâmetro, 35 metros de tubos com diâmetro de um metro, e cerca de 1.700 metros com galerias de 60 centímetros de diâmetro.

Continuidade das obras

O projeto de galerias do bairro prevê a construção de quatro bacias de drenagem. A prefeitura está executando as obras da primeira bacia. A Replan é a responsável pela construção da segunda bacia. As obras devem terminar em até seis meses.

Para conseguir dar prosseguimento ao projeto, o Executivo deve vender, através de leilão, três áreas públicas municipais. A lei que permite a venda dessas áreas foi aprovada pela Câmara Municipal.

Demorará pelo menos 90 dias o processo burocrático até a realização do leilão.

Com a venda destes bens, o Sanzovo espera levantar recursos suficientes para concluir as bacias 3 e 4, e também fazer a pavimentação asfáltica das vias principais do bairro e corredores viários.

O objetivo da administração é realizar o processo licitatório para a contratação dos serviços de mão-de-obra dessas bacias restantes juntamente com os trâmites para a realização do leilão.

“Vamos consultar a Secretaria de Economia e Finanças e ver se é possível realizar os dois processos paralelamente, pois se não tivermos que esperar o término do leilão para realizar a licitação, certamente, vamos ganhar tempo”, explica.

Dinheiro para obra

Deverão ir a leilão três bens públicos, sendo um terreno localizado no cruzamento da rua 13 de Maio com a avenida Zezinho Magalhães, outro que está no cruzamento das ruas 7 de Setembro e Campos Salles e uma área no Jaú Shopping. A expectativa da administração é arrecadar cerca de R$ 1,2 milhão com a venda, que será feita em leilão.

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