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Correios poderão levar remédio em casa

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Em breve, os usuários do sistema público de saúde que retiram os remédios em postos de distribuição da prefeitura em Bauru poderão passar a receber os medicamentos na própria casa. A proposta foi revelada ontem pelo diretor regional dos Correios São Paulo-Interior, Vitor Joppert, e pelo secretário municipal de Saúde, Mário Ramos, durante a assinatura de um convênio para divulgação da campanha de vacinação dos idosos, que teve início na segunda-feira passada.

“Anualmente, fazemos parcerias com o sistema de saúde municipal. Vamos tentar fazer um contrato para a entrega de remédios na casa dos doentes, seguindo projetos que deram certo em São Paulo e no Rio de Janeiro”, afirma Joppert. “Somos uma empresa pública, que funciona para a população. É nosso dever atuar em benefício da comunidade”, frisou.

O diretor dos Correios se refere a programas como o “Remédio em Casa”, da prefeitura fluminense, e “Medicamento Direto em Casa”, da prefeitura de São Paulo, que começou a funcionar em julho de 2005, se estendendo a pacientes portadores de hipertensão arterial ou diabetes.

Mário Ramos ressaltou as diversas parcerias que vêm sendo assinadas com os Correios, principalmente no que diz respeito à divulgação de campanhas de vacinação. “Tivemos experiências de sucesso que trouxeram bom louros, como na campanha contra a raiva, por exemplo”, afirma, se referindo a contratos sem trocas financeiras, que remetem aos Correios apenas o direito de figurar como parceiro nos materiais de divulgação.

Já no caso de uma parceria para a distribuição de remédios em domicílio, a prefeitura teria de pagar pelo serviço. “Vamos sentar e estudar o orçamento. Se chegarmos a um ponto que seja viável para as duas partes e que seja bom para a população, poderemos colocar em prática”, destaca, deixando claro que o projeto é mais viável no futuro.

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98 mil folhetos

Para tentar atingir a meta de idosos imunizados contra a gripe, a prefeitura de Bauru confeccionou material de divulgação da campanha ressaltando os benefícios da vacina. Segundo o secretário da Saúde, Mário Ramos, 98 mil folhetos foram impressos e serão distribuídos pelos carteiros nas residências da cidade, conta Vitor Joppert, diretor dos Correios.

No ano passado, essa parceria já ocorreu. Ao todo foram distribuídos cerca de 50 mil folhetos. No entanto, a meta de 70% de idosos imunizados não foi atingida por pouco (o índice foi de 69,18%). “Creio que esse ano ultrapassaremos a expectativa, haja vista a intensa adesão logo no primeiro dia da campanha”, diz Ramos.

Na segunda-feira, primeiro dia da vacinação, 1.638 idosos foram imunizados. A vacinação é gratuita e há 21 postos espalhados pela cidade, funcionando das 8h às 17h, até o dia 4 de maio.

Além da imunização contra o vírus da gripe (influenza), serão aplicadas a vacina dupla, contra tétano e difteria, e a vacina contra pneumococo, bactéria causadora de pneumonias, otites, sinusites, faringites e meningites. Pessoas impossibilitadas de se locomover até os postos de aplicação poderão ser imunizadas em casa, após análise de técnicos da Secretaria de Saúde.

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