Quem obtém carteira de piloto profissional dificilmente tem horas de vôo suficientes para ingressar no mercado de trabalho. Para tanto, não são raros os pilotos que prestam serviços gratuitamente apenas para acumular o tempo necessário.
Uma opção é tornar-se instrutor de vôo, como fez Rodrigo Murad. De acordo com ele, ao ingressar numa companhia aérea como co-piloto, novos treinamentos são fornecidos até que o profissional esteja apto a conduzir a aeronave da companhia. Neste caso, dependendo da empresa, o salário bruto varia de R$ 3 mil a R$ 5 mil.
O montante dobra no caso de um comandante, posto que o piloto Sérgio Pereira Gomes pretende ocupar. Há dois anos, ele ingressou numa companhia aérea, após investir cerca de seis anos e meio na carreira. “Está valendo a pena. É um sonho que eu tinha”, explica.
Muitos profissionais como ele também estão sendo disputados pelo mercado internacional. “O piloto brasileiro é bem conceituado porque a formação aqui é boa”, explica Murad.
Por conta da escassez de profissionais, as empresas aéreas estão, inclusive, diminuindo as exigências quanto ao número de horas de vôo. De duas mil, algumas exigem 1.500 e até mil horas.