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Presidente do PT, Berzoini sugere limites para a mídia nas eleições

Folhapress
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Brasília - O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), defendeu ontem que a reforma política - que tramita no Congresso - também discuta mecanismos para diminuir “o poder dos meios de comunicação no processo eleitoral”.

Durante seminário que tinha como objetivo discutir o “funcionamento dos sistemas políticos eleitorais do Uruguai, Espanha e Alemanha”, Berzoini afirmou que a reforma não pode se limitar ao financiamento público, fidelidade partidária e voto em lista. “Existem questões mais importantes como discutir o poder dos meios de comunicação no processo eleitoral”, defendeu.

Berzoini sugeriu que a Justiça Eleitoral poderia fazer o controle dos meios de comunicação, mas não disse de que forma ela seria instada a isso. Para defender sua tese de que é preciso controlar os meios de comunicação durante as campanhas eleitorais, Berzoini citou a disputa presidencial de 2006.

“Vários meios de comunicação abriram mão do bom jornalismo nas últimas eleições e fizeram campanha declarada para o candidato de oposição”, afirmou.

Berzoini não está isolado nessa discussão. O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), e o deputado José Genoino (PT-SP) concordam com ele. “Temos uma crise no financiamento das campanhas, mas também temos uma crise com o poder dos meios de comunicação. Muitos agem de forma partidária nas eleições, sem assumir suas posições”, disse Luiz Sérgio. O deputado defende que esse debate “seja aflorado” na discussão da reforma política.

O líder do PC do B, Renildo Calheiros (PE), é mais um que concorda. “A mídia brasileira é muito desinformada, gosta mesmo é de escândalo, tem muita dificuldade de divulgar o que ocorre no debate nacional.”

Um dos palestrantes do evento, Genoino complementou. “Algumas pessoas do Poder Judiciário, do Ministério Público e da mídia partem da idéia de que algumas instituições encarnam o bem e fazem um julgamento preconceituoso e elitista do que consideram o mal numa tentativa de tirar a legitimidade da política.”

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