Brasilía - Integrantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados fecharam um acordo ontem para rejeitar a criação do feriado nacional para homenagear o frei franciscano Antônio de Sant’Anna Galvão (1739-1822), o frei Galvão. Pela proposta original, o feriado seria comemorado no dia 11 de maio deste ano - mesmo dia em que frei Galvão será canonizado pelo papa Bento XVI numa missa no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.
No entanto, os integrantes da comissão avaliaram que a criação de mais um feriado pode trazer prejuízos para a economia. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) havia criticado a instituição desse feriado. Pelo acordo fechado na comissão, os parlamentares vão aprovar a criação do Dia Nacional de frei Galvão, que passa a ser incluído no calendário cultural e histórico do País.
Dessa forma, a comissão aprova uma data de homenagem, mas não um feriado. O relator da proposta, Átila Lira (PSB-PI), disse que o novo texto deve ser colocado em votação amanhã na Comissão de Educação.
Frei Galvão será o primeiro brasileiro nato a ser declarado santo pelo Vaticano. Madre Paulina, feita santa por João Paulo II em 2002, passou a maior parte da vida no Brasil, mas nasceu na Itália. Frei Galvão Frei Galvão nasceu em Guaratinguetá (177 km a noroeste de São Paulo), onde há hoje um museu com seus pertences.
A instituição é gerida por José Carlos de França Maia, 77 anos, promotor público aposentado e descendente de um dos dez irmãos do santo. Na Capital paulista, frei Galvão fundou, em 1774, o atual Mosteiro da Luz. Na cidade, a devoção ao frade é sintetizada pela busca por suas pílulas, que teriam o dom de facilitar partos e curar doenças.
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Padre Marcelo fora de missa
O padre Marcelo Rossi não deverá mais cantar para o público após a missa de Bento XVI. Em vez de cantar depois da celebração, como era previsto, ele foi convidado a chegar ao Campo de Marte, em Santana (zona norte), durante a madrugada para ajudar na vigília dos fiéis. Rossi irá ensaiar o público e fazer o aquecimento para a missa do papa Bento XVI, no dia 11 de maio.
Os organizadores da visita do pontífice dizem que nunca foi fixado o horário em que os padres-cantores participariam, e que a vigília é importante para ajudar a concentrar os fiéis.
A idéia é que os dois entrem em cena no fim da madrugada e sejam os primeiros a anunciar a chegada do papa ao local. Assessores do padre Marcelo afirmam que ele havia sido chamado para cantar na seqüência da missa e que eles ainda não receberam as informações sobre a mudança nos planos.