Menino de 6 anos é arrastado no asfalto preso pelo cinto do carro por mais de 7 km no Rio de Janeiro, família chocada e horrorizada com o acontecimento e assassinos sem escrúpulos e sem remorso esperam julgamento. Esta pode ser mais uma notícia da barbárie que acontece no Brasil, mas é uma oportunidade para a população e os governantes verem como está a segurança e o bem-estar do Brasil.
O chocante assassinato de João Hélio Fernandes foi mais um alerta de que o Brasil não é um país com leis pacíficas e de igualdade. O crime cometido por alguns menores que, segundo a lei, permanecerão detidos no máximo por 2 anos não terá cura, assim como 2 anos não é tempo para cicatrizar as feridas que foram deixadas e nem tapar o buraco da falta do menino que os bárbaros deixaram para sempre na vida da família.
Será que reduzir a idade penal e aumentar a pena seria a solução? Igualá-los a assassinos frios e cruéis é o melhor caminho para a pacificação? Segundo a antropóloga Paula Miraglia e a advogada Karyna Sposato, “o problema é complexo e exige uma equação complexa: simplesmente reduzir a idade penal não reduz o problema”. No entanto, o Brasil tomando uma atitude como esta não se afastaria do precipício que se encontra? A população não se sentiria mais digna e feliz de morar no país que todos vêem como o “país do carnaval e da alegria”? São apenas questionamentos de muitos outros que rondam na cabeça de cada um.
“Tenho 14 anos e estou péssima. Minha família está sem chão, o Rio emocionado e o Brasil chocado”, diz Aline, irmã do menino em carta à imprensa. Os assassinos tinham quase a mesma idade da menina e já praticaram algo que muitos outros assassinos não fizeram. Dar-lhes uma lição não só moral, mas de cidadania, mostraria que nem todos os adolescentes devem ser tratados como adolescentes, com um ato cruel e indigno como este, transformá-los em adultos é uma das muitas soluções.
O Brasil não deve deixar este acontecimento às escuras e nem que os políticos brinquem de “cobra-cega” com o que aconteceu. Pensar uma vez não será a forma de chegar a uma conclusão, mas o país num todo deve se mobilizar e mudar a esta realidade.
Gabriel Henrique - estudante - RG 46.147.095-0