Bairros

Mais 20 praças entram para adoção

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda não faz dois meses que a administração municipal promoveu uma solenidade para entregar 12 praças de Bauru à adoção e mais sete interessados já procuraram a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) com o intuito de cuidar de áreas verdes. Outras 13 solicitações mais antigas aguardam apenas a entrega de documentação para que a adoção seja autorizada.

Os pedidos estão em trâmite, mas em fase de conclusão. Os números estão dentro das expectativas da pasta, segundo informa Mariela Chaves de Cerqueira Julião, diretora do Departamento Zôo-botânico. Das 270 praças existentes na cidade, quase cem não estão urbanizadas.

Muitas não têm denominação e outras nem acessíveis estão. Parte delas está situada em loteamento que nem foi aberto. “Temos recebido muitos pedidos de orientação. Informamos como proceder”, acrescenta Mariela. De acordo com ela, o interessado deve encaminhar ofício à Semma reivindicando a adoção.

O documento já pode incluir projeto de possíveis intervenções, além de cópia da certidão negativa de débitos municipais (pessoa física ou jurídica). A iniciativa, além de garantir áreas verdes mais bem cuidadas, também agiliza o trabalho da Semma, que admite a impossibilidade de tratar, sozinha, de todas as praças da cidade.

Facilidades

Com as adoções, a secretaria passa a ter mais facilidade de focar áreas menos interessantes para a iniciativa privada e que também demandam cuidados. A nova realidade já foi notada por Mariela, para quem as empresas podem até agregar valor a seus negócios, caso invistam no paisagismo da área adotada.

“Mas tem que se identificar com o local. A partir do momento que as pessoas notarem alguém sensibilizado (com uma área) passam a observá-la de outra maneira”, comenta a diretora do departamento. Nesse processo, ela acredita na possibilidade dos moradores voltarem a freqüentar áreas verdes, como faziam antigamente.

Wagner Roberto Teixeira dos Santos, proprietário da Farmácia Bom Jesus, aposta no aumento da freqüência na Praça Clementina Fernandes, situada na quadra 10 da avenida Castelo Branco, na Vila Independência. Antes da adoção, o local servia de depósito para lixo doméstico. Ele providenciou a limpeza e trocou o gramado. Também instalou uma cerca para não pisarem na grama.

“Levam 60 dias para ela (a grama) firmar, depois retiramos (a cerca). Também vamos trocar os bancos”, comenta. A troca não está inclusa no orçamento de R$ 1.500,00 que Santos pretende investir no local, nos próximos 30 dias. Outras informações podem ser obtidas na Semma pelo telefone (14) 3235-1037.

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Canteiro da Getúlio

Por conjugar e vivenciar o verbo gostar, Daniel Moraes adotou o canteiro central da avenida Getúlio Vargas. “Gosto de plantas, gosto de Bauru”, diz o proprietário da Moraes Imobiliária. Na opinião dele, as pessoas já cuidam de tanta coisa, que acrescentar mais uma não seria esforço algum.

“Se cada um adotasse uma praça, todas ficariam lindas. Não custa muito”, alerta. Como o contrato assinado por ele com a administração municipal chegou há pouco tempo, o projeto de arborização proposto ainda não foi iniciado.

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