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Policiais federais suspendem greves após sinalização de acordo salarial

Folhapress
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São Paulo - A Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) suspendeu o calendário de paralisações elaborado para os próximos meses porque recebeu do secretário de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça, na manhã de ontem, durante uma reunião em Brasília (DF), a sinalização de que o Ministério do Planejamento irá aumentar seus salários em 30%.

Esta seria a primeira vez que o secretário admite cumprir o acordo firmado entre a categoria e o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, em 2006.

Pelo acordo, os policiais deveriam ter recebido a segunda parcela de um aumento total de 60% no começo deste ano, mas isso não ocorreu. Desde então, eles promoveram duas paralisações de 24 horas durante as quais o expediente em grande parte das delegacias do país permaneceu suspenso. Nos aeroportos, os servidores realizaram uma operação-padrão, o que causou longas filas.

Conforme as informações da ADPF, o secretário Mendonça afirmou que irá apresentar na primeira quinzena de maio uma proposta para o pagamento do aumento. Os policiais têm cargos de delegados, agentes, escrivães, peritos e papiloscopistas. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério do Planejamento ainda não confirmou se irá pagar o aumento pleiteado.

Calendário

O calendário elaborado pelos servidores policiais da PF previa a realização de greves de 48 horas a cada quinzena, a partir do próximo dia 7 de maio - dois dias antes da chegada do papa Bento XVI ao Brasil -; e o decreto de uma greve nacional por tempo indeterminado em junho próximo, na hipótese de o impasse durar até lá. Administrativos Enquanto os policiais da PF anunciam ter obtido sucesso na campanha salarial, os servidores administrativos realizam uma paralisação de 48 horas, desde a manhã de ontem. Os administrativos exercem serviços internos nos setores de logística e protocolo, por exemplo.

O movimento dos administrativos deve causar atrasos em atividades burocráticas, inclusive emissão de passaportes; no pagamento de diárias e passagens para agentes que realizam operações em outros Estados; e no pagamento dos salários, uma vez que a ordem bancária tem que ser enviada dois dias antes do primeiro dia útil do mês, justamente na sexta-feira.

Os administrativos reivindicam a criação de um plano de reestruturação da carreira; a equiparação de seus salários aos de outros servidores administrativos federais - o que elevaria os rendimentos iniciais de R$ 1.900,00 para R$ 3.000,00 - e o fim das terceirizações.

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