São Paulo - O advogado Virgílio Medina retornou para o Rio de Janeiro depois de ter sido notificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de co-responsabilidade em corrupção na denúncia por envolvimento com a máfia especializada na venda de sentenças para beneficiar a máfia do jogo.
Irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, Virgílio foi transferido anteontem de manhã de Brasília para o Rio, onde deve depor na 6.ª Vara Criminal Federal do Rio na próxima semana. Anteontem à noite ele voltou para Brasília, onde foi notificado ontem pelo STF pelo co-responsabilidade em corrupção. Ele foi preso no dia 13 com mais 24 pessoas acusadas de envolvimento com a máfia do jogo.
Segundo o Ministério Público Federal e a PF, Paulo Medina pode ter negociado por R$ 1 milhão, por meio de seu irmão Virgílio uma liminar concedida por ele em 2006 (e depois cassada pelo STF). Com essa liminar, foram liberadas 900 máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas em Niterói (RJ). O advogado de Virgílio, Renato Tonini, informou que agora seu cliente está sendo processado em dois tribunais diferentes. Antes de notificar Medina, Peluso havia desmembrado o inquérito em dois.
Manteve no STF a denúncia contra os acusados com foro privilegiado e remeteu para a 6.ª Vara Federal Criminal do Rio a parte que atinge os demais. Ele ainda mandou soltar os quatro acusados que têm foro privilegiado: ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2.ª Região, desembargador federal José Eduardo Carreira Alvim; o desembargador federal José Ricardo de Siqueira Regueira, também do TRF da 2.ª Região; o juiz Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região, e o procurador regional da República do Rio João Sérgio Leal Pereira.
Com isso, tiveram a prisão preventiva decretada os 21 detidos inicialmente além de outros três que se somaram à denúncia depois. Desses três, dois se entregaram (Nagib Teixeira Sauid e João Oliveira de Farias) e um está foragido (Marcelo Kalil).