Polícia

Apenas 3 armas dispararam no caso do mecânico do Núcleo Mary Dota

Ieda Rodrigues
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Os exames feitos nas quatro armas apreendidas após a morte do mecânico Jorge Luiz Lourenço, 22 anos, em confronto com a Polícia Militar (PM) no início deste mês, apontaram que três delas – e não todas – foram usadas na ocasião. O laudo das armas chegou ao 2.º Distrito Policial no início da semana e, por um equívoco, a Polícia Civil divulgou na ocasião que das quatro armas teriam sido efetuados disparos.

O próprio delegado Marcos Cremonesi, titular do 2.º Distrito Policial, percebeu o equívoco. Porém, ele não adiantou de qual arma não foi feito disparo – na ocasião, os três policiais envolvidos na ocorrência apresentaram suas armas e foi recolhida também a que estaria com o mecânico. O delegado ressaltou que não pode informar de qual arma não saiu tiro para não prejudicar as investigações.

A Polícia Civil continua sem saber de qual delas partiu a bala que atingiu a cabeça do mecânico, transfixando-a. Outros laudos ainda são aguardados, como o de resíduos de pólvora das mãos dos policiais e do mecânico, do capacete e das roupas dele. Nesta semana, uma advogada representando dois policiais compareceu ao 2º DP e solicitou cópia de toda a documentação do inquérito.

Cremonesi frisa que enviou ofício ao ouvidor interino da Polícia Militar, Júlio Cesar Neves, que quando veio a Bauru ouvir a família do mecânico morto disse que dois policiais teriam atirado, antes de receber os laudos das armas. A família do mecânico acusa a PM de execução e nega que o rapaz estivesse armado. Ele foi morto com um tiro quando fugia dos policiais, num matagal no Núcleo Mary Dota. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.

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