Tribuna do Leitor

Enredo na política


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Informa-nos a coluna “Entrelinhas” do JC (27/4, pag.2, tópico “Caio alfineta PSDB”) que o "tucano Caio Coube comparou o quadro (interno, do PSDB) a uma escola de samba: ‘O PSDB é que nem (!) uma escola de samba, com seu enredo principal dividido em várias alas (sic)”, teria dito ele.

Resta saber, agora, em qual dessas alas sua senhoria se encontra! Ou se encontrava?!... Ah!... Convém esclarecer, aqui, que o enredo (ou tema) é sempre demonstrado por um samba-enredo, e, portanto, é uno. O desfile em si é que, para demonstrar o enredo, compõe-se de várias alas: a comissão de frente, o abre-alas, a ala das baianas, a dos compositores e a diretoria, a bateria e, também, os vários destaques e suas alegorias.

Em se tratando de tema ou enredo, parece-me que, invariavelmente, a “escola de samba do PSDB” vem utilizando, desde há muito tempo, o tema “Sobre os muros da incerteza constante”, que mais parece ser um novo “Samba do crioulo doido” (Stanislaw Ponte Preta, saudades)! É que a ala dos compositores e a diretoria de harmonia não sabem - ou não têm competência - para... variar, digamos assim!

João Guilherme Ortolan

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