Connecticut - É com a imagem de um azarão velho que Acelino Freitas, o Popó, sobe ao ringue hoje para unificar os cinturões dos leves (61,2 kg) da AMB (Associação Mundial de Boxe) e da OMB (Organização Mundial de Boxe), contra o americano Juan Diaz, em Connecticut (EUA). O brasileiro está fora dos rankings independentes feitos por especialistas, amarga o papel de zebra nas bolsas de apostas e ouve apregoarem a luta de hoje como “a passagem da tocha”.
“Isso não me incomoda. Não sou americano, não fico nos Estados Unidos o tempo todo, não ando por aqui. Então é normal acontecer”, justifica Popó sobre sua atual situação. “Quero ver o Brasil no topo do boxe.”
“É um momento histórico, um dos mais importantes combates de Freitas. Dizem que ele está velho, que seu tempo já passou. Mas isso fará nossa vitória melhor”, diz Oscar Suarez, co-treinador do baiano.
Popó foi retirado dos rankings independentes das publicações “The Ring” e “Boxing Digest” após anunciar sua aposentadoria. Porém, mesmo depois de ter voltado atrás três dias depois, não retornou.
As bolsas de apostas abriram com Popó como azarão na proporção de 2,75 por 1. Seu último combate, no qual reconquistou o título dos leves da OMB, é lembrado de forma negativa. E, na entrevista coletiva, Don King e outros se referiram como “o momento de Freitas passar a tocha a Diaz”. “Na vida tudo evolui. Veja que este cassino está construindo novas edificações. Assim também é no boxe”, filosofou o promotor. Questionados pela reportagem, Popó e Diaz reconhecem que a situação atual lembra aquela na qual Popó derrotou o cubano Joel Casamayor em 2002: o jovem e ambicioso campeão contra seu mais perigoso e conhecido adversário. Só que agora, para o lutador brasileiro, seu papel foi invertido. “É, só que eu venci meu adversário daquela vez. E Diaz não vai (ganhar)”, falou Popó.
A Rede TV! e ESPN Brasil, transmiste o combate ao vivo, às 23h15.