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Adolescentes substituem pichações por grafitagem

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Adolescentes que cumprem medida de liberdade assistida (LA) em Bauru começaram ontem um trabalho de grafitagem no muro da comunidade Bom Pastor. As paredes tomadas por pichações ganharam vida nova com grafitagem.

Os objetivos são muitos, mas dois se destacam: inserir o adolescente na sociedade integrando alunos de grafitagem com aqueles que cumprem a medida e conscientizar o adolescente da diferença entre pichação e grafitagem.

O professor de grafite Robson Luis Santos de Oliveira explica que são dez alunos de 10 a 17 anos que participam do projeto. “A pichação é um ato de vandalismo e a grafitagem é arte.”

O coordenador do programa, Marcelo Ingracia, diz que o projeto grafite é resultado de uma parceria da Comunidade Bom Pastor com a Secretaria da Cultura visando profissionalizar os assistidos. “Eles se sentem valorizados, respeitados.”

Cada participante usou o seu próprio desenho feito no papel para tornar as paredes laterais mais vivas.

80% usam maconha

Ingracia ressalta que a liberdade assistida é uma medida em que o adolescente infrator comparece semanalmente na comunidade.

“Eles têm acompanhamento familiar, de saúde, dentre outros. Entre eles há uma alta incidência de uso de drogas. Por isso, fizemos uma parceria com a Secretaria Nacional Anti- Drogas e criamos a Casa Dia com 30 vagas voltadas à prevenção e recuperação de usuários.”

Um levantamento da Comunidade Bom Pastor constatou que dos 150 adolescentes entre 12 e 21 anos assistidos, 80% usam droga, especialmente a maconha.

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