Uma noticia divulgada através do JC no mês de abril pelas autoridades locais me causou surpresa e até indignação. Em uma ampla nota, noticiaram a diminuição no registros de BO’s referentes a “atos de pichação e vandalismo” na cidade. Olha, é uma brincadeira tal afirmação. BO para quê?
Minha residência foi pichada por 2,3, 4,5.... sei lá quantas vezes. Da última vez pegamos os “marginais” ( pq. realmente são marginais), pulando do nosso telhado com lata de tinta, rolo de tinta, spray, ou seja, todo material de “trabalho”. Conseguimos deter os infratores marginais, que tinham os tênis, bonés e camisetas rabiscadas com a frase “sou pichador”, até que a viatura policial por nós solicitada chegasse. Os policiais, muito atenciosos, detiveram os marginais que, com a maior cara de pau, disseram que haviam subido no meu telhado para fumar um 'baseado' (o que realmente portavam no momento).
Os marginais (um menor e um maior) foram então levados à delegacia acompanhados pelo meu marido (que lá ficou por mais de duas horas). Durante este tempo foram buscar a mãe do menor, que afirmava não saber mais o que fazer com o filho. Foi registrado então o famoso BO.
Mais de um ano se passou e fomos chamados para uma audiência, cheguei a achar que finalmente iríamos ganhar a pintura das nossas paredes danificadas.
Pasmem! Tivemos praticamente que nos defender. Fomos questionados de todas as formas, provar e identificar o que havia sido registrado no BO, isto porque os mesmos foram levados da minha casa por policiais. Só nos faltou pedirmos desculpas à autoridade por termos registrado o tal BO.
Os rabiscos feitos em minha residência continuam sendo vistos por toda cidade, ou seja, os mesmos marginais continuam atuando certos da impunidade. Respondam-me então: BO? Pra que BO?
Izilda Rocha